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Ministério da Justiça premia trabalhos de combate às drogas

Crianças, adultos e adolescentes participaram de concurso nacional com cartazes, jingles, vídeos, fotos e monografias

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postado em 17/10/2013 18:18 / atualizado em 18/10/2013 14:43

Isaac Amorim/Ascom MJ
O Ministério da Justiça premiou 75 trabalhos de combate ao consumo de substâncias ilícitas em cerimônia na tarde da última quarta-feira (16/10). Os ganhadores levaram para casa quantias que variam entre R$ 1 mil e R$ 6 mil. A competição, promovida pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas do Ministério da Justiça (Senad), tinha como tema “Educação na prevenção do uso de drogas” e envolvia as cinco regiões brasileiras.

Concorreram alunos de instituições de ensino públicas e particulares, bem como candidatos do público geral, dependendo da categoria. Na premiação estiveram presentes os 20 primeiros colocados, cujas viagens foram custeadas pelo órgão governamental.

 
Crianças do 2º ao 5º ano do ensino fundamental de escolas públicas e particulares participaram de um concurso de cartazes. Na categoria vídeo, concorreram estudantes do ensino médio e alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Universitários competiram nacionalmente com monografias de conclusão de curso. Já a competição de jingles e fotografias abriu inscrições para o público em geral.

Confira alguns dos cartazes ganhadores na galeria.

A cantora e compositora Andressa Nascimento, que responde pelo nome artístico de Euterpe, ganhou R$ 3 mil com a canção ABC da prevenção. A letra trata do papel do professor na educação das crianças e na prevenção às drogas, uma responsabilidade que, segundo Andressa, muitas vezes é transferida à polícia. “O professor tem a obrigação de abordar esse tema, informando com bom senso e educando com amor”, diz Andressa, fazendo referência a um trecho de seu jingle.

Também foram premiadas três monografias com o tema “Drogas e direitos humanos”. O primeiro lugar recebeu a quantia de R$ 6 mil, o segundo e o terceiro R$ 4 mil e R$ 3 mil, respectivamente. Manuela Telles, médica formada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, foi a grande vencedora com trabalho de conclusão de curso sobre o impacto da proibição do uso de drogas em pacientes encaminhados judicialmente ao centro de terapia e abuso de drogas da cidade. “O fato de simplesmente dar outra forma de punição aos indivíduos não é suficiente para diminuir a corrupção, a violência e a criminalização deles”, opina.

Ganhadora do segundo lugar e graduada em direito pela Universidade de São Paulo, Nicolle Cássia de Oliveira fez uma pesquisa sobre o sistema prisional e chegou a uma constatação semelhante: “Toda criminalização tem um fim específico e a do uso de drogas é a exclusão de uma parcela da população em vulnerabilidade”.

Obras primas infantojuvenis
Dos ganhadores, 60 eram alunos do 2º ao 5º ano do ensino fundamental que confeccionaram desenhos coloridos em cartazes. Nesta categoria, foram escolhidas três crianças de cada série por região do país. Os primeiros colocados receberam R$ 2 mil, os classificados na segunda posição ganharam R$ 1,5 mil, e os alunos na terceira posição, mil reais.

Uma das ganhadoras foi Maria Eduarda Silva, 7 anos, aluna da escola Vereador Odércio Nunes de Matos, de Naviraí (MS). Ela fez o melhor cartaz de todas as crianças de 2º ano participantes no Centro-Oeste. “Demorou bastante para vir a notícia de que eu ganhei”, diz. Assim como outras crianças presentes na cerimônia, a menina veio a Brasília acompanhada da mãe e da professora.

A baiana Mariana Nascimento, 9, fez o desenho mais bem avaliado do 3º ano da região Nordeste. “Eu demorei um pouco para terminar meu cartaz porque tive que fazer um bocado de coisa. A escola, a igreja, o açougue, a padaria…” conta, referindo-se aos elementos de sua pintura.

Os vídeos, de estudantes dos ensinos fundamental e médio, eram feitos em grupos de três pessoas. Trios das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul foram premiados. Um representante de cada equipe esteve em Brasília para a premiação e levou R$ 3 mil para dividir com a equipe. Um dos vencedores é Gabriel Silva Oliveira, de Conceição do Araguaia (PA), com o vídeo Na escuridão ainda existe luz. As cenas mostram a interação entre duas sombras: uma oferece drogas à outra, que recusa e oferece de volta um livro. “Fomos juntando as ideias e fizemos o vídeo. Demoramos muito”, conta.

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