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Para que servem os impostos?

Um caminhão-palco leva teatro às escolas. Os artistas falam sobre educação fiscal

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postado em 07/11/2013 13:49 / atualizado em 07/11/2013 13:55

Ana Paula Lisboa

Gustavo Moreno
O que são, para que servem e para onde vão os impostos? É preciso pedir a nota fiscal toda vez que fizer uma compra? Para responder, de um jeito divertido, a essas e outras questões complicadas sobre tributos, surgiu o projeto Portas Abertas à Cidadania, da Secretaria de Fazenda do Distrito Federal. Em cima de um caminhão-palco, atores e músicos da Cia. Teatral Mapati passam pelas escolas, se apresentam, fazem palhaçadas, cativam os estudantes e ensinam sobre educação fiscal.

A história
Os atores Leonardo Góis, Caroline Leão, Tereza Padilha, Bárbara Reis e Leonardo Teles e os músicos Igor Rubato, Lends Júnior e Ricardo Cabrini fazem tudo com muito bom humor. Numa das peças, o personagem principal é Jeremias, um cara reclamão. Ele vive resmungando sobre o governo, mas não se preocupa em ser um bom cidadão nem em pedir a nota fiscal quando faz uma compra. Ele não tem a menor ideia de que pedir o cupom pode deixar a cidade melhor. Enquanto isso, a namorada dele, a Maria, é moderna e conhece os direitos dela.


 No segundo ato, o público conhece o primo do Jeremias, o Joãozinho. Ele é um menino sábio e aprende sobre educação fiscal na escola. A mãe dele, Maria, pelo contrário, é toda desleixada e não entende nada de impostos, mas com a ajuda do filho, acaba aprendendo. A Antonia, dona de uma bodega, não paga tributos que deveria, mas vive se queixando porque a rua em frente à loja dela é esburacada.


A trupe mostra que todos devem colaborar e que imposto traz mais lazer, segurança, educação e saúde.
Pequenos cidadãos

Na última semana, estudantes da Ceilândia foram ao Centro Olímpico Parque da Vaquejada e aprenderam muita coisa. Ronald Brenner Vieira, 10 anos, Ana Clara Sobrinho, 8, Pablo Henrique Silva e Maria Eduarda Oliveira, 9, da Escola Classe 38 do P-Norte estavam por lá. Ronald curtiu as palhaçadas:


— Tudo era brincadeira, era muito engraçado. O Jeremias queria que a namorada voltasse para ele, ele deu até um anel, mas não adiantou. O ato em que a mãe do menino pede para ele comprar um mooonte de coisas é o melhor! Na hora de pedir a nota fiscal, a mãe nunca lembrava, mas é preciso pedir a nota para não prejudicar ninguém.
Maria Eduarda já está craque em educação fiscal:


— Minha mãe me ensinou que eu sempre tenho que pedir a notinha quando comprar algo, porque aí posso devolver um produto se ele estiver estragado. Na peça, o menino pediu o cupom para a vendedora, mas ela disse que não tinha. Isso está errado!


Pablo curtiu o Jeremias:
— Ele é um cara hilário, deu até um tablet para a namorada dele, mas ela deu um fora nele porque ele não fiscaliza nada!
Ana Clara riu à beça:


— A parte mais legal foi quando um saco estourou na cara do palhaço! Foi muito engraçado e deu para aprender um monte de coisas.

 

Fique de olho!

O imposto é uma parcela de dinheiro retirada de cada produto que existe. É com essa que o governo concerta pistas, constrói novas escolas, melhora os hospitais, reduz as desigualdades sociais… Por isso, sonegar tributos prejudica o povo. Sonegar é quando alguém não paga um imposto que deveria. É aí que entra a nota fiscal. Ela impede, por exemplo, que um comerciante deixe de pagar uma taxa por uma mercadoria comprada. Mas não basta apenas pagar seu imposto direitinho, é preciso fiscalizar os governantes. Se eles não estiverem usando bem o dinheiro, a população tem que cobrar mudança de atitude deles. Tudo isso é uma questão de consciência e de cidadania!

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