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Capoeira, uma invenção dos escravos africanos

Mais de 60 crianças jogam e dançam em escolas, quadras e praças de Ceilândia

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postado em 18/11/2013 10:45 / atualizado em 18/11/2013 09:50

Alunos da Casa da Capoeira aprendem lição de valores nas aulas por meio da música, da arte marcial e do esporte (Carlos Vieira/CB/D.A Press) 
Alunos da Casa da Capoeira aprendem lição de valores nas aulas por meio da música, da arte marcial e do esporte

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ioió, cadê iaiá. É esse o canto favorito de Artur Souza Cardozo, 8 anos, nas aulas de capoeira, uma manifestação cultural criada pelos escravos africanos e que mistura arte marcial, esporte e música. Ele é um dos alunos de Mestrando Mancha, do grupo Sol Nascente, que mantém a Casa de Capoeira, em Ceilândia, com cerca de 60 crianças atendidas. Mancha explica que seu principal objetivo é ensinar valores e disciplina para o corpo e para a mente. Há 8 anos, o capoeirista mantém o espaço, que funciona como sede do trabalho realizado em escolas, quadras e praças da cidade.  Bruno Henrique Alves Mendonça, 8, tem aulas de capoeira há dois anos:
— É o aú, o movimento que me deixa mais livre.

E a atividade atrai meninos e meninas. Anne Vitória Cavalcante, 9 anos, conhecida como Fadinha, pratica o esporte há mais de um ano. Só parou por um tempo, quando a avó a retirou das aulas por causa da religião. Mas a professora a convenceu a deixar a garota voltar às aulas.
Além da capoeira, as aulas envolvem outras danças da cultura afro-brasileira, como o maculelê, o samba de roda, a puxada de rede e a dança do bastão. Artur Cardoso, que pratica desde os dois anos de idade, já sabe tocar pandeiro, agogô e atabaque. E está aprendendo berimbau, o instrumento predileto dele.

Origem

A capoeira surgiu no século 16, nos terreiros próximos às senzalas. Nessa época, os negros ainda eram escravizados. A prática foi a maneira que eles encontraram de se defenderem dos castigos aplicados por feitores e senhores de engenho. Eles criaram um tipo de luta, mas misturam danças africanas para disfarçar. Apenas em 1930 a capoeira foi reconhecida e liberada, porque o presidente Getúlio Vargas assistiu à uma apresentação do lendário Mestre Biba e gostou muito.

 (Jorge Zahar Editor/Reprodução) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mandela, o africano
de todas as cores,
de Alain Serres e Zaü
Editora Pequena Zahar, R$ 40.
Conheça Nelson Mandela, símbolo de coragem e paz que lutou contra o apartheid (separação entre negros e brancos) na África do Sul. Depois de 27 anos preso injustamente, foi o primeiro presidente negro do país.

 (Edições SM/Reprodução) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O dom da infância,
memórias de um
garoto africano,
de Baba Wagué Diakité
Editora Cantos do Mundo,
R$ 37. O autor nasceu no Mali, na África Ocidental, onde cresceu brincando no campo. Ele reúne aventuras da época de criança e apresenta brincadeiras e tradições familiares.

 (BRINQUE-BOOK Editora de Livros/Reprodução) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escola de chuva,
de James Rumford
Editora Brinque-Book, R$ 32.
Ao chegar à escola, no primeiro dia de aula, as crianças de Kelo, cidade de Chade, na África, não têm lápis, nem sala, nem carteira. Apenas a professora está lá. Descubra como Tomás e seus amigos constroem eles pr

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