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Sem vexame na festa da firma

A expectativa é grande, mas recomenda-se manter a linha nas confraternizações de fim de ano

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postado em 24/11/2013 14:06 / atualizado em 24/11/2013 14:07

Gabriel Lopes
O fim do ano se aproxima e, além do 13º salário, as festas de confraternização empresarial são motivo de expectativa entre os funcionários. Com práticas que variam da organização de um amigo-secreto a coquetéis com os líderes da instituição, os eventos dessa época geram ansiedade tanto pela importância do momento de integração, quanto pelos cuidados exigidos entre os colaboradores presentes. Especialistas destacam a necessidade de equilíbrio e consciência do próprio comportamento durante as festas e lembram: todo excesso pode ser motivo de arrependimento no dia seguinte.

Para não passar vergonha e aproveitar ao máximo a proposta de integração, a dica da especialista em etiqueta corporativa Elaine Montaldo é simples: não se esqueça nem por um minuto de que tudo se trata de trabalho. “As festas de fim de ano são momentos mais livres, ninguém deve ficar engessado. Pelo contrário: é a hora de descontrair e descobrir um lado dos colegas que a rotina de trabalho deixa menos exposto. Porém, policiar-se é fundamental. O funcionário deve se lembrar a todo instante de que está em um ambiente profissional, logo, alguns limites são necessários”, explica.

Bom senso é tudo

Elaine aponta o bom senso como o caminho mais natural e assertivo. “Ninguém precisa ficar apavorado, pensando que tudo o que fizer vai ser julgado. Todos estão ali para curtir o momento, só os excessos serão percebidos e, por isso, basta ter bom senso. Antes de fazer uma piada, pondere se ela é pertinente ou se pode causar desconforto. Caso vá compartilhar um caso pessoal, questione-se se aquilo poderá trazer constrangimentos futuros”, detalha.

Segundo a especialista, a regra vale para tudo, desde a roupa escolhida para a ocasião até a hora de chegar e sair do evento. “Não existe segredo. Uma breve reflexão resolve os dilemas do colaborador. Assim como ninguém vai à praia de terno e gravata, aparecer no trabalho de bermuda ou decote também não combina. Chegar atrasado a uma reunião conta pontos negativos e o mesmo vale para esse tipo de ocasião”, exemplifica.

Porém, nem tudo é estresse. Além dos cuidados necessários, o período festivo pode trazer grandes oportunidades. De acordo com a coach e psicóloga organizacional Laryssa Souza, os momentos de confraternização devem ser aproveitados para melhorar a rede de contatos. “Em muitos casos, essas festas são o único instante que os funcionários possuem para se relacionar de maneira mais tranquila. Por isso, a chance de consolidar contatos e adquirir outros não pode ser desperdiçada. Além de abrir portas, bons relacionamentos são altamente construtivos para a dinâmica de trabalho”, ressalta. Para quem está de olho em uma promoção, a hora também é pertinente. “É o momento de se aproximar dos superiores”, destaca Laryssa. “É comum que os líderes da empresa compareçam a esses eventos. Se o profissional quer ser notado, pode aproveitar uma brecha e se colocar em evidência”, acrescenta.

Contudo, novos cuidados devem ser tomados para evitar a fama de “puxa-saco”. Se for presentear o chefe, por exemplo, não dê nada muito caro. A sugestão é ser discreto. Laryssa Souza recomenda também moderação nas conversas sobre trabalho e o mínimo possível de críticas a respeito da companhia. “O ideal é falar de outros assuntos. Se perguntado, dê sua opinião, comente o tema, mas sempre respeitando o espaço fornecido e sem críticas. Primeiramente porque as confraternizações são momentos para celebrar os bons resultados da empresa e, em segundo lugar, porque as pessoas querem conhecer novos aspectos dos colegas”, adverte.

Equipe unida

Empolgada com o período de festas, a advogada Camila Nazes, 24 anos, comemorará o primeiro ano no escritório ajudando a organizar a confraternização. “Eu adoro essas atividades no ambiente de trabalho. Sempre tento comemorar o aniversário dos colegas e promover mais interação dentro do escritório. Nossa festa ocorrerá em uma data próxima do Natal, mas já estamos pensando em tudo”, compartilha. Para Camila, além de melhorar o clima entre os funcionários, o evento é uma excelente oportunidade de reflexão. “É o melhor momento para colocarmos na balança o que deu certo e errado”, comenta. Já sobre os cuidados durante a celebração, Camila aposta no equilíbrio. “Nem nos preocupamos muito com a roupa, porque sabemos que é um momento de trabalho e seguimos o habitual. Em relação ao comportamento, somos uma equipe muito próxima. O que vale é saber que tipo de conversa ou brincadeira pode ser feita com cada um. O importante é não estragar o clima”, explica a jovem advogada.

Para as empresas, a situação também é oportuna. Segundo a gerente-geral do Grupo GPSS, Juliana Altruda, quando bem planejada, a festa de fim de ano da firma pode promover a colaboração entre os funcionários e unir a equipe. “É um ótimo momento para comemorar os resultados obtidos ao longo do ano, valorizar os esforços do time e alinhar os profissionais aos objetivos do ciclo seguinte”, comenta. Porém, para que tudo ocorra bem e a comemoração seja de fato um momento descontraído, é necessário muita organização e foco no trabalhador. “Antes de tudo, a empresa tem que se planejar com um tempo confortável de antecedência. A partir daí, a programação, o local, os horários, tudo deve ser pensado da maneira que melhor atenda a equipe. Fazer a festa durante o expediente e num local próximo, por exemplo, facilita a presença de todos”, afirma. Deixar o funcionário à vontade também é importante. “É preciso fazer com que o colaborador se sinta especial durante a ocasião. Na hora do convite, ele tem de entender que aquilo não é uma obrigatoriedade, e, sim, uma chance de participar do sucesso da instituição”, conclui.
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