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A receita do ensino público

Ensino integral, dedicação de professores e parcerias são as explicações para a performance das melhores escolas da rede do governo no Distrito Federal no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio

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postado em 02/12/2013 11:05 / atualizado em 02/12/2013 11:07

Ana Pompeu , Manoela Alcântara

Ana Rayssa
A estrutura de cimento, as carteiras de madeira, os quadros pendurados na parede são os mesmos. O que muda em algumas escolas da rede pública de ensino são os resultados. Fruto do empenho da equipe gestora, dos professores em sala de aula e da busca por projetos mais atrativos, algumas instituições conquistaram um bom desempenho no ranking elaborado a partir da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizada em 2012. Desconsiderados os colégios militares, que têm apoio estadual e federal, o Centro de Ensino Médio Integrado de Educação Profissional do Gama mantém, por dois anos, a primeira colocação entre as públicas vinculadas diretamente à Secretaria de Educação.

A média conquistada a partir da soma das provas objetivas chega a 543.54, quase 50 pontos a menos do que o Colégio Militar Dom Pedro II. Porém, à frente de todas as outras regidas pelo governo do DF. O segredo para galgar posições está na educação integral e na proximidade entre professores e alunos. “Atribuo a nota a muito trabalho, muita dedicação e muitos cabelos brancos”, afirma o vice-diretor, Luís Cláudio Sales Morais. Segundo ele, diversos docentes chegam a ficar na instituição de ensino após o horário para conseguir alcançar todas as metas traçadas no início do ano.

Por se tratar de uma escola de ensino médio e profissionalizante, os alunos saem com a habilitação em informática e com conhecimentos interdisciplinares. “Os projetos da escola ampliam a visão do estudante. Em algumas séries, chegamos a ministrar 21 disciplinas. Conseguimos aflorar as diversas inteligências dos alunos. Eles aprendem a pensar. Esse é um diferencial para o tipo de prova do Enem”, identifica Morais. O ensino integral é outro ponto forte, de acordo com o vice-diretor, que possibilita uma relação estreita entre docente e pupilo.

Esse envolvimento é um dos principais motivos para Matheus Ritchelly, 16 anos, estudante do 2º ano, acreditar que conseguirá a aprovação no Enem do ano que vem para publicidade. “O contato em outras escolas é diferente. Aqui, desenvolvemos projetos interessantes. Eu me sinto capacitado para o mercado de trabalho e para a universidade. O incentivo dos professores nos torna capazes”, frisa o jovem. Ele chegou a sentir dificuldade em sair do ensino fundamental e enfrentar a rigidez de uma instituição com aulas o dia inteiro. Mas o companheirismo e o modelo de ensino o fizeram transpor os obstáculos.

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