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Correio Braziliense

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CULTURA

Mais literatura para as escolas

Projeto leva cultura popular a colégios públicos e particulares do Distrito Federal. Depois de ter contato com o programa, os próprios alunos são responsáveis por produzir livros. Até rifa eles fazem para poder ver as obras publicadas

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postado em 10/12/2013 13:45 / atualizado em 10/12/2013 13:49

Jeane Custódio
As letras estão mais próximsa dos estudantes do Distrito Federal desde que o projeto Liga do Livro e da Leitura começou a inspirar escritores mirins em escolas públicas e privadas. O objetivo é levar a cultura popular brasileira para esses alunos por meio de palestras com escritores de oficinas de cordel, de xilogravura, de fotografia, de ilustração, de poemas e de teatro mamulengo. Este mês, 620 estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental do Colégio Marista João Paulo II e da Escola Classe 12 de Sobradinho comemoraramos resultadoscom uma noite de autógrafos dos cinco livros elaborados durante o segundo semestre do ano.

Nesta 3ª edição, foram quatro meses de atividades, que resultaramemquatro livros produzidos pelos estudantes do Marista e um pelos de Sobradinho (veja Inspiração). Eles participaram de todo o processo, da criação dos textos e de poemas à impressão. Lucca de Almeida, 14 anos, estudante do 8º ano do Marista, foi um dos ilustradores do livro Protagonizando as mudanças. “Visitamos uma gráfica para aprender como os livros são impressos. Foi muito bom poderver todas aquelas máquinas trabalhando. Eu também já escrevia e, dessa vez, participei da criação dos desenhos e fiz a capa do livro.”

Thiago Veleci, 12 anos, aluno do 7º ano, participou de todas as oficinas do projeto. Para ele, a mais interessante foi a de desenho. “Eu  não sabia desenhar direito e, com as aulas, fui melhorando. Também fiz um poema para o livro da minha série. Foi muito bom participar desse projeto”. Para ele, o incentivo dos professores e o empenho dos alunos foram fundamentais para o sucesso da iniciativa.

De acordo com a coordenadora pedagógica doMarista, Débora Camargos, o encantamento dos estudantes e professores pelo projeto foi imediato, e logo mostrou resultados. “Percebemos que os alunos tiraramnotas melhores, liam mais e escreviam melhor. Eles, agora, têm consciência de que podem fazer a diferença e de que alguém zela por eles”, relata.

Para a publicação dos livros, a coordenadora conta que os alunos organizaram eventos e arrecadaram o valor da impressão. “Eles fizeram rifas e conseguiram apoio dos pais. Não desistiram da publicação, pois queriam ver o resultado dos trabalho sem mão.”

Incentivo
Fazer com que as crianças criem hábitos de leitura está cada vez mais complicado hoje em dia. É o que diz Antônio de Pádua, o dono da Ensinamento Editora e idealizador do Projeto Liga do Livro e da Leitura. Ele acredita que o que falta é estímulo dos pais e das escolas, além de investimentoemcultura. “Reconheço que hoje em dia é muito complicado fazer com que as crianças se interessem por livros, diante das facilidades da internet, por exemplo. Mas os pais e as escolas têm fundamental importância nesse tipo de incentivo. Foi pensando nisso que criei o projeto. Publicar um livro é como ter um filho e é gratificante ver o envolvimento das crianças”, relata.

A cada edição, a Liga do Livro e da Leitura busca contemplaruma escola particular e, com o apoio dessa instituição, levar o projeto também para uma instituição pública. Para o primeiro semestre de 2014, o colégioMackenzie receberá o projeto e definirá qual escola pública vai ajudar a ministrar as oficinas. As atividades estão previstas começar já nos primeiros dias letivos.
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