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TRABALHO E TECNOLOGIA »

43% dos jovens sem emprego

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postado em 14/02/2014 10:30 / atualizado em 14/02/2014 10:31

Vera Batista

Ricardo Borba
O desemprego juvenil na América Latina ainda é um grave problema social. Contido, o crescimento econômico da região não foi capaz de abrir novas oportunidades, e muitas pessoas entre 15 e 24 anos continuam sem emprego ou na informalidade, alertou o relatório Trabalho decente e juventude na América Latina: políticas para ação, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O levantamento apontou que há na área 108 milhões de jovens, dos quais apenas 56 milhões têm trabalho ou procuram uma atividade laboral. Outros 21,8 milhões, o equivalente a 20,3%, não estudam nem trabalham: são os chamados “nem nem”. Desse total, 30% são homens e 70%, mulheres.

O maior desafio, de acordo com a OIT, são os 4,6 milhões de jovens em total desalento, que não se encaixam em nenhuma dessas categorias. Eles são considerados o “núcleo duro”, pois estão em risco de exclusão social. A taxa de desemprego juvenil continua sendo o dobro da geral e o triplo da dos adultos. As pessoas entre 15 e 24 anos são 43% do total dos sem-ocupação da América Latina, segundo a OIT, e, de todos os assalariados, apenas 48,2% têm contrato assinado, em comparação com 61% dos adultos.

“É urgente passar da preocupação para a ação. É evidente que o crescimento não basta. Estamos diante de um desafio político que demanda vontade na aplicação de políticas inovadoras e efetividade para enfrentar os problemas da precariedade laboral”, destacou Elizabeth Tinoco, diretora regional da OIT para a América Latina. Baseado em dados levantados referentes ao período entre 2005 e 2011, o relatório da organização constatou que, embora o desemprego dos jovens tenha diminuído de 16,4% para 13,9% no período, 55,6% dos ocupados têm baixos salários e pouca proteção dos direitos.

Educação
O resultado é que somente 37% dos jovens contribuem à seguridade social e 29,4% , ao sistema de aposentadorias. A OIT destaca, porém, um lado bom: o percentual de pessoas nessa faixa etária que somente estudam cresceu de 32,9%, em 2005, para 34,5%, em 2011. “Não há dúvida de que temos a geração mais educada da história e, por isso mesmo, é necessário tomar as medidas apropriadas para aproveitar melhor o potencial deles e dar-lhes a oportunidade de iniciar com o pé direito a vida laboral”, disse Elizabeth.

»  Contratações na indústria de SP diminuem

O nível de emprego da indústria paulista caiu 0,15% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal, informou ontem a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na mesma base de comparação, o Índice de Nível de Emprego subiu 0,24% na série sem ajuste sazonal. Na comparação com janeiro de 2013, o emprego caiu 1,54%. Em números absolutos, a indústria paulista teve um saldo de 6 mil contratações em janeiro em relação a dezembro. Ante o primeiro mês do ano passado, a federação registrou 40,5 mil demissões.
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