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Senado celebra os 30 anos da Diretas Já

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postado em 21/02/2014 17:55

Agência Senado

Em 1983, o Brasil estava há 19 anos sob ditadura militar. Não ia às urnas para escolher o presidente da República desde 1960, quando elegeu Jânio Quadros. Uma geração inteira, portanto, não conhecia a democracia. Foi quando, em março de 1983, o deputado Dante de Oliveira, do PMDB de Mato Grosso, apresentou uma proposta de emenda constitucional para restabelecer as eleições diretas para a Presidência da República, que aconteceriam em dezembro do ano seguinte.

O PMDB lançou a campanha Diretas Já, que aos poucos foi tomando conta das praças do país. O primeiro grande evento foi em 12 de janeiro de 1984, em Curitiba (PR), quando 50 mil pessoas ocuparam o espaço conhecido como Boca Maldita, no centro da capital paranaense. O Senado comemora os trinta anos deste comício, com uma sessão especial marcada para segunda-feira (24), às 11h, no Plenário da Casa.

A homenagem foi proposta pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR). “Convocado por Ulysses Guimarães, fui o responsável pela organização desse comício que deu a largada para a mais fascinante mobilização popular da nossa história. É um momento da história política do país que não pode ser esquecido”, afirmou o senador, em publicação no site pessoal.

A campanha Diretas Já foi crescendo, até que em dez de abril de 1984 um milhão de pessoas foram a comício da Candelária, na cidade do Rio de Janeiro. Seis dias depois, 1,5 milhão no centro de São Paulo. Apesar do apoio, a emenda à Constituição foi derrotada. Em sessão da Câmara, no dia 25 de abril de 1984, 112 deputados não compareceram e assim faltaram votos para a aprovação.

A tão cobrada eleições diretas para presidente só aconteceram em 1989. Foram 22 candidatos. No segundo turno, Fernando Collor, na época filiado ao PRN, foi eleito com 49,4% dos votos. Bateu o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva.
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