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Cidades mais inteligentes

A tecnologia é insuficiente para resolver problemas urbanos? Não. O desafio é saber como usar as diversas ferramentas disponíveis para melhorar a vida nas metrópoles

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postado em 26/03/2014 14:00

Apesar do conceito de cidade inteligente existir há mais de uma década, o tema nunca foi tão atual. Prova disso são os constantes debates promovidos sobre o tema. No início deste ano, a Mobile World Congress, maior feira de dispositivos móveis do mundo, teve como um dos principais assuntos abordados as soluções que o acesso a tecnologia trazem para a vida urbana. Até mesmo o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, ressaltou a importância que instrumentos como a internet e os aparelhos móveis tem para o desenvolvimento das sociedades.

De fato, o tema é importante porque as cidades, principalmente em países em desenvolvimento, devem crescer de forma acelerada nos próximos anos. Para se ter uma noção, entre 1995 e 2005, a população das cidades nos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento aumentou, em média, em 1,2 milhão por semana, segundo estudos do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UNU-Habitat). A mesma instituição prevê que a população urbana desses países vai mais que dobrar até a metade do século: de 2,5 bilhões em 2010 para 5,3 bilhões em 2050.

Assim, os desafios para manter a qualidade de vida dos habitantes devem seguir a mesma proporção do crescimento populacional dessas áreas.

Nessa situação, a tecnologia se mostra grande aliada para promover mudanças. O diretor de desenvolvimento Nelson Souza, da empresa especializada em soluções tecnológicas eWave, comenta que os sistemas inteligentes podem auxiliar na integração e organização dos recursos, otimizando seu uso. “Áreas como água, luz, segurança pública, entre outros podem ser amplamente melhorados com projetos inteligentes”, avalia.

Antônio Carlos Dias, diretor de cidades inteligentes da IBM, crê que a dificuldade está em usar com inteligência as tecnologias existentes. “Antigamente muitos projetos não eram colocados em prática porque não havia ferramentas para os casos. Hoje em dia, já dispomos de muitos avanços tecnológicos capazes de solucionar problemas das cidades. O que falta é organizar como eles podem ser usados”.

Dessa forma, muitas metrópoles já contam com a implementação de projetos baseados no uso da tecnologia para resolver algumas demandas. Confira alguns setores e as soluções adotadas.


Pequenas mudanças

A referência a cidades inteligentes remete a enormes projetos tecnológicos. Mas pequenas invenções também podem ajudar a modificar o meio urbano. Aplicativos como o Colab, por exemplo, podem fazer a diferença. Para quem não conhece, o app, disponível para Android e iOS, permite ao usuário identificar problemas como buracos nas ruas, locais com alto índice de violência etc e apontá-los em um mapa. As reclamações então são passadas diretamente para os órgãos responsáveis.
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