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Tumulto marca sessão da Câmara sobre 50 anos do golpe

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postado em 01/04/2014 18:17 / atualizado em 01/04/2014 18:24

Agência Brasil

Antonio Cruz / Agência Brasil; Agencia Brasil
Tumulto e confusão marcaram o início da sessão solene na Câmara que relembra nesta terça-feira (1º) os 50 anos do golpe militar de 1964. A decisão da presidência da Casa de limitar a 100 o número de convidados para acompanhar a sessão no plenário provocou debate entre alguns deputados e seguranças da Casa.

Depois da confusão, o presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), reviu a medida e liberou a entrada ao plenário e também à galeria. De acordo com o secretário-geral da Mesa, Mozart Viana, a restrição foi tomada para evitar um confronto entre grupos a favor e contrários ao golpe de 1964.

Segundo Mozart, na semana passada, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) solicitou 200 convites e a deputada Luiz Erundina (PSB-SP), o mesmo número. Para evitar o confronto, ficou decidido que seriam distribuídos 100 convites para entrar no plenário, proporcionalmente ao tamanho das bancadas, e as galerias seriam fechadas.

O deputado Amaury Teixeira (PT-BA) criticou a medida. “Quando é homenagem aos militares não tem isso. Esse país precisa se libertar dessa história de louvação aos símbolos militares”, disse o petista. “Nunca foi exigido isso [senha] para as uma sessão solene”, acrescentou.

Já o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) elogiou a liberação do público para acompanhar a solenidade. “Esperamos o presidente da Casa chegar e, como era de se esperar, ele entendeu que estava se criando uma tensão desnecessária.”

Durante o discurso da deputada Luiza Erundina, autora do requerimento para realização da solenidade, um grupo exibiu uma faixa parabenizando os militares pelo golpe. O ato provocou tumulto e os presentes, alguns que foram vítimas ou tiveram parentes torturados pelo regime, chamaram o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) de assassino. Antes de começar a solenidade, ele ofendeu uma jornalista que perguntou se, para ele, o golpe não existiu.

Na abertura dos trabalhos, o presidente da Casa, assinou um ato da Mesa inaugurando o Ano da Democracia, da Memória e do Direito à Verdade – que terá uma agenda de eventos políticos, culturais e educativos e se estenderá até o fim de 2014.Segundo Mozart, na semana passada, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) solicitou 200 convites e a deputada Luiz Erundina (PSB-SP), o mesmo número. Para evitar o confronto, ficou decidido que seriam distribuídos 100 convites para entrar no plenário, proporcionalmente ao tamanho das bancadas, e as galerias seriam fechadas.

O deputado Amaury Teixeira (PT-BA) criticou a medida. “Quando é homenagem aos militares não tem isso. Esse país precisa se libertar dessa história de louvação aos símbolos militares”, disse o petista. “Nunca foi exigido isso [senha] para as uma sessão solene”, acrescentou.

Já o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) elogiou a liberação do público para acompanhar a solenidade. “Esperamos o presidente da Casa chegar e, como era de se esperar, ele entendeu que estava se criando uma tensão desnecessária.”

Durante o discurso da deputada Luiza Erundina, autora do requerimento para realização da solenidade, um grupo exibiu uma faixa parabenizando os militares pelo golpe. O ato provocou tumulto e os presentes, alguns que foram vítimas ou tiveram parentes torturados pelo regime, chamaram o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) de assassino. Antes de começar a solenidade, ele ofendeu uma jornalista que perguntou se, para ele, o golpe não existiu.

Na abertura dos trabalhos, o presidente da Casa, assinou um ato da Mesa inaugurando o Ano da Democracia, da Memória e do Direito à Verdade – que terá uma agenda de eventos políticos, culturais e educativos e se estenderá até o fim de 2014.
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