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Novo mandato para Volnei Garrafa na Unesco

Professor é convidado a permanecer no Comitê Internacional de Bioética da Unesco por mais quatro anos

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postado em 09/04/2014 19:31 / atualizado em 09/04/2014 19:34

Agência UnB

Mariana Costa/UnB Agência
A participação do Brasil no Comitê Internacional de Bioética da Unesco foi renovada com a recondução do professor Volnei Garrafa a um novo mandato junto ao colegiado.  Em documento datado de 27 de março, a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, convida o professor do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB a permanecer como membro do Comitê por mais quatro anos. Irina afirma que “graças a uma parte nada pequena dos seus esforços, o Comitê conseguiu confirmar seu papel central como um fórum para a interdisciplinaridade, intercâmbio multicultural e pluralista, e como um meio de elevação de consciência e aumento do impacto e visibilidade da Unesco na área da bioética”.

A Unesco
Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, é cenário de eventos de singular relevância na história da humanidade e, portanto, cercados de polêmica. Um exemplo é a Declaração Universal do Genoma Humano e dos Direitos Humanos. Baseada no argumento de que a descoberta, ao contrário da invenção, não é patenteável, a Conferência Geral da Unesco, em 29ª. Sessão, em 1997, embargou iniciativas de patenteamento das novas tecnologias envolvendo manipulação do genoma humano e garantiu a confidencialidade desta matéria, inibindo também ações de discriminação genética.

Em 2005, com a Declaração Universal da Bioética dos Direitos Humanos, a Unesco expandiu o que estava restrito ao campo biomédico e bioético para os campos social, sanitário e ambiental. Após finalizar seu último relatório, em 2011, voltado para o princípio da não discriminação e para a não estigmatização, a Organização debaterá agora sobre o princípio do compartilhamento de benefícios. “Apenas uma ínfima parte da população se beneficia dos avanços tecnológicos”, diagnostica Volnei.

O Comitê Internacional de Bioética da Unesco é formado por representantes de 36 países - quatro da América Latina. Os mandatos são de dois e quatro anos e a renovação de um mandato, como a que ocorre com o professor Garrafa, é rara no histórico da Unesco

CARREIRA
Nascido em Três de Maio (RS), Volnei Garrafa é especialista em Cancerologia Bucal pela Associação Paulista de Combate ao Câncer e doutor em Ciências pela UNESP. Seu pós-doutorado é em Bioética pela Universidade La Sapienza, orientado pelo bioeticista e ex-senador italiano Giovanni Berlinguer.

Volnei ingressou na UnB em 1973. Membro do Conselho Diretor da Fundação Universidade de Brasília (FUB), coordena o Curso de Especialização em Bioética, pioneiro no Brasil, com  funcionamento regular desde 1998. Em 2008, coordenou a criação do Programa de Mestrado e Doutorado em Bioética da universidade.

O professor também coordena a cátedra Unesco de Bioética da Universidade de Brasília. A Unesco tem cerca de 500 cátedras no mundo, a da UnB é a única no Brasil.  "A outorga do título é um reconhecimento ao programa de pesquisa realizado pela UnB na área, de relevânica internacional", avalia Volnei.
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