SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Parabéns, Monteiro Lobato

O maior autor infantojuvenil brasileiro comemora aniversário em 18 de abril, data em que é celebrado o Dia do Livro Infantil

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 14/04/2014 10:53 / atualizado em 14/04/2014 10:56

Ana Paula Corradini

 

Ahá! Acertou quem respondeu Monteiro Lobato, que nasceu no dia 18 de abril de 1882. Ele foi o criador do Sítio do Picapau-Amarelo e marcou tanto a nossa literatura que, em 2002, uma lei escolheu seu aniversário para comemorar também o Dia do Livro Infantil. Saiba mais sobre o autor e a turma do Sítio aqui!


De fazendeiro a escritor


Como você pode ver no texto ao lado Fãs em Brasília (ao lado), a Catarina Barreto acertou em cheio: o nome completo do autor é José Bento Monteiro Lobato, e ele nasceu em Taubaté, no interior de São Paulo. As aventuras literárias começaram bem cedo, quando Monteiro Lobato passou a escrever contos para os jornaizinhos das escolas onde estudava. Depois, ele nunca mais abandonou as palavras. Monteiro Lobato estudou direito na Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo, e começou a publicar  contos em um montão de jornais e revistas.

Quando o avô morreu e deixou como herança a Fazenda Buquira, ele bem que tentou relaxar e ir morar no campo de novo, mas a vontade de escrever falou mais alto. Em 1918, Lobato vendeu a fazenda e, com o dinheiro, comprou a Revista do Brasil, e virou editor. A revista cresceu tanto que se tornou uma editora que existe até hoje: a Companhia Editora Nacional.

Naquela época, Monteiro Lobato publicou os primeiros livros para adultos, como Urupês, Cidades mortas e Negrinha (veja box). Há algum tempo, ele já estava pensando nas aventuras de uma boneca de pano e sua turma em sítio mágico, mas a história A menina do nariz arrebitado só foi publicada em 1920. E, como você sabe, Emília, Narizinho, Pedrinho e toda a galerinha do Sítio do Picapau-Amarelo fazem o maior sucesso até hoje!

Para a criança brasileira

Além de escritor, Monteiro Lobato era tradutor, e não achava nada legal as crianças brasileiras terem acesso só a contos de fadas e outras historinhas vindas da Europa, com um estilo que não tinha nada a ver com a nossa vida aqui. Por isso, resolveu criar um cenário bem brasileiro: o Sítio do Picapau -Amarelo. Ali, Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, Tia Nastácia, o Visconde de Sabugosa e, claro, Emília (a boneca de pano mais faladora do mundo!) viviam aventuras que misturavam figuras do nosso folclore, como o Saci e a Cuca, com personagens de mundos muito distantes, como Peter Pan, Alice e até o Gato Félix. Com essa mistureba toda, o autor também aproveitava para explicar história, geografia e até matemática. A criançada adorou e começou a aprender brincando.

Pela igualdade social

Quando voltou para a roça para tentar tocar a fazenda do avô, Monteiro Lobato viu de perto a realidade triste das classes mais pobres do país, mesmo com a onda novidadeira e modernosa de desenvolvimento que passava pelo mundo. Em Urupês, um livro de contos lançado em 1918, ele apresenta Jeca Tatu, um caipira ignorante e preguiçoso, mas que, na verdade, foi abandonado na miséria por uma sociedade que não estava nem aí para ele. O livro gerou a maior polêmica ao mostrar esse outro lado do campo. O mais triste é que, tanto tempo depois, a situação ainda continua a mesma para muita gente.
Para viajar na imaginação - e também aprender
 
Monteiro Lobato escreveu um montão de livros para crianças. Quantos você já leu? Escolha o seu!

 (Editora Globo/Divulgação) 

Reinações de Narizinho (1931)

Aqui começam as aventuras de Narizinho e Pedrinho, netos de Dona Benta. Nessa coleção de 11 histórias, a boneca de pano Emília destrava a língua, e uma espiga de milho se transforma no Visconde de Sabugosa.  A edição especial do livro foi lançada em março deste ano e mantém vocabulário original de 1931. R$ 50.

 (Monteiro Lobato/Editora lobo/Reprodução) 

Viagem ao Céu (1932)
A turminha do Sítio aprende tudo sobre astronomia nessa jornada pelo espaço, e se diverte nos anéis de Saturno, pegando carona numa cauda de cometa. E não é que a Tia Nastácia até vira cozinheira de São Jorge na lua? R$ 24.

 (Monteiro Lobato/Editora lobo/Reprodução) 

O Saci (1932)
Pedrinho toma coragem e se aventura pela mata perto do Sítio e lá conhece um menino negro de uma perna só, pulando por aí de gorro vermelho na cabeça e cachimbinho na boca — e aprontado todas. Quem será, hein? R$15.

 (Monteiro Lobato/Editora lobo/Reprodução) 

Fábulas (1932)

Você se lembra daquela historinha sobre uma corrida que a lebre resolveu apostar com a tartaruga? É uma fábula, que tem sempre uma moral ou ensinamento no fim, como as outras contadas por Dona Benta neste livro. É claro que Emília também dá seus pitacos. R$ 25.

 (Monteiro Lobato/Editora lobo/Reprodução) 

Caçadas de Pedrinho (1933)

Tudo bem que atirar em qualquer bichinho não é nada legal, mas a gente dá um desconto porque essas histórias foram escritas há um tempão. Pedrinho, Narizinho e Emília respiram fundo e juntam toda a sua coragem para ir atrás de uma onça pintada — que na época não estava em extinção. R$ 15.

 (Editora Globo/Reprodução) 

Aventuras de Hans Staden (1933)
Os apuros desse alemão que visitou o Brasil lá pelos idos de 1559 e sobreviveu para contar a história são narrados pela Dona Benta. Você sabia que ele quase foi devorado por canibais? R$ 26.

 (Editora Globo/Reprodução) 

Aritmética da Emília (1934)
Este livro é recomendado para quem não curte muito os números, ou ainda não pegou a manha de fazer as contas. A matemática nunca foi tão divertida! R$ 26.

 (Editora Globo/Reprodução) 

Emília no País da
Gramática (1934)
Enquanto acompanha Emília em mais uma aventura, o leitor acaba aprendendo mais sobre ditongos, fonemas, conjugação de verbos e mais um monte de complicaçõezinhas da nossa gramática — e olha só: não dói nada. R$ 28.


Peter Pan (1936)
Senta que lá vem história no Sítio, e dessa vez a Dona Benta conta tudo para seus netos sobre o menino que não queria crescer. Entre fadinhas, piratas e crocodilos, alguém também começa a dar sumiço na galera. Quem é que está aprontando, hein? R$ 25.

 (Monteiro Lobato/Editora lobo/Reprodução) 

Memórias da Emília (1936)
A Tia Nastácia pode até ter se arrependido algumas vezes depois disso, mas você sabia que foi ela quem costurou a Emília? Essa boneca que fala pelos cotovelos (de pano) viajou pelos mundos dos contos de fadas e também das fábulas e resolve contar tudo para o pessoal do Sítio. R$ 22.

 (Editora Globo/Reprodução) 

Histórias de Tia Nastácia (1937)
Fábulas de reis, princesas e bichos que a gente nunca viu se misturam nos causos contados pela querida cozinheira do Sítio. R$ 28.

 (Editora Globo/Reprodução) 

O Picapau Amarelo (1939)

Se a Dona Benta já ficava de cabelo em pé com os netos, imagina só quando TODOS os personagens dos contos de fadas também decidem se mudar para o Sítio! E assim vão chegando a Branca de Neve (com todos os anões!) a Cinderela, Peter Pan e, como se não fosse o bastante, os heróis da mitologia grega e das fábulas.R$ 26.

 (Editora Globo/Monteiro Lobato/Reprodução) 

A reforma da natureza (1939)

Emília acha muito estranho as jabuticabas, tão pequenininhas, nascerem em árvores enormes, enquanto as abóboras se arrastam pelo chão. A boneca entra numa levada cientista maluca e decide mudar tudo. R$ 15.

 (Editora Globo/Monteiro Lobato/Reprodução) 

A chave do tamanho (1942)

Esse livro foi lançado durante a Segunda Guerra Mundial, e Monteiro Lobato aproveita para criticar os governantes e suas decisões que acabaram matando tanta gente. Emília tem uma ideia genial para acabar com esses conflitos de vez. O que será? R$ 26.

 (Editora Globo/Reprodução) 

Os doze trabalhos de Hércules (1944)

Pedrinho, Emília e o Visconde  vão para a Grécia ver de perto toda a trabalheira que o herói teve — e acabam ajudando Hércules até um pouco mais que deveriam. R$ 35.

Fique ligado: Todos esses livros são da Editora Globo

 
Tags:

publicidade

publicidade