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Brasil e Reino Unido buscam parceria em estudos na Antártica

Pesquisadora britânica, Jane Francis, palestrou na UnB sobre atividades no continente gelado e defendeu maior interação com projetos brasileiros na região

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postado em 30/04/2014 17:33 / atualizado em 30/04/2014 17:37

Agência UnB

Isa Lima/UnB Agência
A diretora do Programa Antártico Britânico (British Antarctic Survey – BAS), Jane Francis, defendeu, durante palestra realizada na segunda-feira (28), no Instituto de Biologia (IB) da UnB, maior integração entre as pesquisas científicas brasileiras e britânicas na região.

Em Brasília para participar do 37º Encontro do Tratado Antártico, que segue até 7 de maio, Jane Francis afirmou que os ingleses têm interesse em desenvolver projetos com o Brasil. "Temos muitas oportunidades de pesquisa e precisamos trabalhar mais juntos", disse a britânica, que é professora de Paleoclimatologia da Universidade de Leeds.

Uma das ideias seria o compartilhamento de infraestrutura e logística entre Brasil e Reino Unido. A parceria incluiria o uso de navios, helicópteros e bases.

Outra possibilidade é a utilização dos recursos do Fundo Newton, iniciativa do Reino Unido para fomentar pesquisa e inovação em países emergentes. Anunciado no início deste mês no Brasil, o fundo prevê contrapartida do governo brasileiro e pode auxiliar no desenvolvimento de parcerias e intercâmbio de estudantes e pesquisadores.

Coordenador do grupo da UnB que em dezembro vai à Antártica desenvolver pesquisa na área de botânica, o professor Paulo Câmara explica que a negociação para o plano de cooperação está avançando e que a vinda da renomada cientista ao Brasil representa um importante passo.

“Há grande interesse em estudos conjuntos, como, por exemplo, os relacionados ao clima”, aponta Câmara. O professor vai a Londres no segundo semestre e pretende continuar a conversa com a equipe do BAS.

ESTAÇÕES
À frente do maior e mais antigo programa Antártico do mundo, Jane Francis também apresentou as bases britânicas na Antártica e falou dos principais projetos na região. Segundo ela, entre as iniciativas está o projeto iSTAR, que busca entender o impacto do aquecimento na geleira de Pine Island e como isso pode afetar o nível do mar.
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