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Peso da saúde e da educação

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postado em 23/05/2014 13:13

Segundo dados apresentados pela Science, apesar de alguns países emergentes terem visto a desigualdade cair nos últimos anos, a distância entre as camadas de cima e de baixo da sociedade tem crescido no mundo. Um exemplo claro são os Estados Unidos. Em 2012, os 20% mais ricos na terra de Tio Sam acumulavam 51% dos ganhos totais, cabendo a quatro quintos da população dividirem os 49% restantes. Em 2000, a fatia que cabia aos mais abastados era menor, próximo de 46%. Em 1967, 43%.

Trata-se de um fenômeno complexo, com muitas variáveis a serem consideradas. No entanto, alguns estudos publicados na revista científica apontam direções interessantes de investigação. Em um artigo de revisão, David H. Autor, do Departamento de Economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), aponta que a educação se transformou em um importante diferencial. Segundo ele, nos Estados Unidos, a diferença de rendimento entre as pessoas com ensino médio e as com nível superior mais que dobrou nas últimas três décadas.

Esse fator se desdobra em um outro: a busca cada vez maior do mercado por profissionais com habilidades específicas. Fazer bem algo que poucos sabem fazer também é uma forma de ter ganhos acima da média. “Uma economia tecnologicamente avançada requer trabalhadores letrados e treinados tecnicamente e cientificamente para desenvolver ideias, gerenciar organizações complexas e operar infraestrutura”, escreve Autor.

Um outro artigo — assinado por Anna Aizer e Janet Currie, ambas do Escritório Nacional de Pesquisa Econômica dos EUA — lança luz sobre por que escapar da pobreza parece tão difícil. Elas mostram dados que relacionam vulnerabilidades de saúde da mãe durante a gestação ao nascimento de crianças que carregam maiores dificuldades por toda a vida, incluindo deficits educacionais e piores salários. A boa notícia, apontam as pesquisadoras, é que, apesar de a desigualdade ter crescido nos EUA nos últimos anos, não houve aumento do problema, pelo contrário. Para as duas, esse fenômeno aparentemente contraditório é uma mostra de que políticas de atenção às mães pobres, garantindo um desenvolvimento saudável do feto, podem ser uma maneira eficaz de combater a transmissão da pobreza de uma geração para outra.


Brasil
A desigualdade no Brasil tem apresentado queda. Enquanto nos anos 1990 o coeficiente de Gini chegou a 0,602, em 2012, ele caiu para 0,5, segundo o IBGE. Esse índice varia de zero a um. Quanto mais próximo de zero, mais igualitário é um país.
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