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Órgão biônico monitora o diabetes

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postado em 20/06/2014 14:00

As informações do dispositivo são enviadas para um smartphone (Boston University Department of Biomedical Engineering/Divulgação) 
As informações do dispositivo são enviadas para um smartphone

Pode ser o fim dos constantes testes manuais de glicose e das injeções emergenciais de insulina para os pacientes que sofrem com o diabetes tipo 1. Um grupo de especialistas que reúne pesquisadores da Universidade de Boston e do Hospital Geral de Massachusetts criou uma espécie de pâncreas biônico que pode ser monitorado pelo smartphone. A versão mais atualizada do dispositivo foi testada em dois ensaios clínicos apresentados na edição desta semana da revista científica New England Journal of Medicine.

Hoje, pacientes com o diabetes tipo 1 vivem em uma eterna corda bamba. O pâncreas é incapaz de produzir insulina, o que impossibilita a regulação da quantidade de glicose no sangue e, por consequência, provoca uma série de variações vertiginosas e perigosas em apenas um dia. Testes de ponta de dedo e injeções de insulina recorrentes ajudam a equilibrar a situação. O pâncreas biônico bihormonal criado pelos cientistas usa um sensor minúsculo localizado em uma agulha fina. Ela é inserida sob a pele e monitora automaticamente e em tempo real os níveis de glicose nos tecidos e nos fluidos corporais. O dispositivo também tem duas bombas automáticas que fornecem a insulina e o glucagon, hormônio de neutralização da insulina.

Os experimentos foram feitos em dois cenários. No primeiro, 20 adultos usaram a combinação do dispositivo e smartphone durante cinco dias sem restrições em suas atividades. No outro, 32 jovens ficaram com o dispositivo por cinco dias, mas em um acampamento dedicado exclusivamente a crianças com diabetes tipo 1. Ambos os grupos também eram monitorados durante o estudo usando as bombas convencionais de insulina. “O sistema de pâncreas biônico reduziu a média de glicose no sangue para níveis conhecidos por também diminuir drasticamente o risco de complicações diabéticas”, comemora o principal autor, Steven Russell, professor de medicina no Hospital Geral de Massachusetts. “Isso é tremendamente difícil com a tecnologia atualmente disponível e, por isso, a maioria das pessoas com diabetes é incapaz de atingir esses níveis”, completa.

Os pesquisadores notaram uma queda de cerca de 37% nas intervenções para baixar a glicose no sangue (hipoglicemia) e uma redução de mais de duas vezes no tempo de hipoglicemia em adultos utilizando o pâncreas biônicos do que com a bomba manual. Para os adolescentes que usam o pâncreas biônico, os resultados mostraram uma redução superior a duas vezes na necessidade de intervenções para a hipoglicemia. Além disso, ambos os grupos apresentaram melhorias significativas nos níveis de glucose com os pâncreas biônicos, particularmente durante a noite. (BS)

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