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Vagas para residência no HUB superam mínimo exigido por lei

Hospital tem 36 programas diferentes para formação médica

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postado em 27/06/2014 16:07

Agência UnB

O Hospital Universitário de Brasília (HUB) oferta aproximadamente 80 vagas por ano para programas de pós-graduação em residência médica. A quantidade é oito vezes superior ao mínimo exigido pela Portaria Interministerial nº 2.400/2007, que define os requisitos para a certificação como hospital de ensino.

Credenciado nessa categoria desde 2005, o HUB iniciou, este ano, novo processo de recredenciamento junto aos Ministérios da Educação e da Saúde, já que a certificação vale por dois anos. Um grupo técnico, formado por representantes dos dois ministérios, verificará se a instituição atende aos requisitos exigidos pela portaria.

Segundo o documento, hospitais gerais que têm entre 151 e 500 leitos devem oferecer pelo menos dez vagas a novos residentes ou 4% do total da capacidade de internação, devendo considerar o que for maior. No caso do HUB, o valor de referência representa dez vagas, número bem inferior ao total de oportunidades ofertadas anualmente.

As vagas em residência médica devem contemplar, pelo menos, duas áreas básicas de formação, de acordo com a portaria, mas o HUB oferece quatro: cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, clínica médica e pediatria. Essas especialidades, somadas a outras áreas de atuação, totalizam 36 programas diferentes de residência médica, credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica. Atualmente, 180 estudantes estão em formação por meio desses programas.

“A informação e a teoria já estão disponíveis. O diferencial é a experiência vivenciada pelos alunos, fundamental para aprimorar o ensino e a formação dos profissionais”, avalia Cátia Barbosa da Cruz, gerente de Ensino e Pesquisa do hospital. Para ela, a presença de estudantes na instituição contribui, inclusive, para aperfeiçoar o serviço prestado à população. “O olhar voltado ao ensino muda até o tempo de atendimento do paciente, pois há maior discussão de cada caso, o que se reflete na qualidade da assistência”, diz.

Essa foi uma das razões que motivou Paulo Emídio Lobão Cunha a cursar a residência médica em pediatria no HUB. “A formação em hospital-escola é bem diferente da formação de outras instituições, pois há uma discussão mais aprofundada em relação às condutas médicas, com o objetivo de realmente fazer o mais correto, seguindo o que foi aprendido na universidade”, argumenta Paulo, graduado em medicina pela Universidade Federal de Sergipe e aluno do segundo ano da residência em pediatria.

Em 2010, o hospital passou a oferecer também residências multiprofissionais, orientadas pelos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). Os programas têm duração de dois anos e abrangem sete especialidades: enfermagem, farmácia, fisioterapia, nutrição, psicologia, serviço social e odontologia.

O HUB já formou 18 especialistas e possui 20 estudantes em formação nessas modalidades. “O objetivo é proporcionar aos profissionais de outras áreas da saúde o desenvolvimento de competências e habilidades que os auxiliem na atuação multiprofissional, qualificando-os para atuarem de forma eficaz no sistema público de saúde”, explica Elizabeth Queiroz, chefe do Setor de Ensino e Pesquisa do HUB.

Para Hervaldo Sampaio Carvalho, superintendente do hospital, o objetivo é transformar todos os setores da instituição em campos de prática. “Nossa meta é que qualquer serviço do hospital seja atrelado ao ensino. Nos últimos dois anos, o HUB incorporou várias áreas de conhecimento da UnB, inclusive aquelas que não são relacionadas à medicina e à saúde.”

O ensino na instituição abrange ainda alunos de graduação da Universidade de Brasília (UnB), que participam de projetos de extensão e de estágio curricular obrigatório nos cursos de administração, arquivologia, enfermagem, engenharia, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, nutrição, odontologia, pedagogia, psicologia, saúde coletiva, serviço social e terapia ocupacional.

A graduação em odontologia tem grande parte das atividades práticas realizadas no hospital. “No segundo semestre, os alunos vêm à instituição para conhecer o funcionamento da clínica e aprender a realizar profilaxia. Eles retornam no quarto semestre e ficam até o final do curso, para o desenvolvimento contínuo de atividades práticas”, explica Cristine Miron Stefani, chefe da Unidade de Saúde Bucal do HUB.

No processo de formação, os estudantes e os residentes são acompanhados por preceptores, orientadores com formação e experiência adequadas para supervisão das atividades práticas. Márcio Nakanishi, supervisor do programa de residência médica em otorrinolaringologia, é um dos 300 preceptores da instituição. “É uma função que exige muita responsabilidade, pois participamos da formação de profissionais que vão atingir a mais alta qualificação na especialidade, mas que também traz grande satisfação, ao vermos os egressos prestando serviços à comunidade”, afirma.
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