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Brasileiros vão à Finlândia em busca da excelência na formação

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postado em 18/07/2014 18:14

Portal MEC

O professor Domingos (E) pretende, quando voltar ao Brasil, compartilhar as experiências adquiridas no exterior, enquanto Mansur mostra entusiasmo com a chance de conhecer uma nova realidade em um país que é referência em educação e tecnologia (foto: João Neto/MEC)
Autor de um projeto voltado para a melhoria do processo de formação na área técnica e integração com pesquisa aplicada, o professor Domingos Sávio Soares Felipe, do Instituto Federal do Ceará, campus de Fortaleza, é um dos selecionados do programa Professores para o Futuro, na Finlândia. Lá, ele espera conhecer o modelo de excelência na formação tecnológica e na educação como um todo. “Isso vai causar um grande impacto na instituição porque a tendência é, quando retornarmos, compartilhar as experiências adquiridas, de forma que não seja uma questão individual, mas com todos os colegas”, ressalta Domingos, que tem formação em telemática e faz mestrado em computação.

Os profissionais selecionados para participar do programa na Finlândia participaram de reunião técnica nesta sexta-feira, 18, na Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação. Estiveram presentes representantes da Embaixada da Finlândia e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os 32 professores selecionados, ligados a instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, embarcarão no início de agosto para aquele país do norte europeu.

Outro selecionado é o professor André Fernando Uebe Mansur, do Instituto Federal Fluminense. “A possibilidade de conhecer uma nova realidade em um país que é referência em educação e tecnologia e poder trazer resultados práticos para o Brasil é no mínimo empolgante”, enfatizou. Formado em administração, com doutorado em informática na educação, Mansur destaca ainda que o programa é eclético nas áreas dos saberes científicos. Para ele, não havendo prioridade de áreas, cria-se uma rede interdisciplinar de conhecimento.

Iniciativa do MEC e do CNPq, o programa propõe-se a apoiar projetos de pesquisa aplicada que contribuam para a capacitação dos professores com a concessão de bolsas de desenvolvimento tecnológico e inovação no exterior júnior (DEJ). Os estudos são realizados na University of Applied Sciences (Hamk), University of Applied Sciences (Haaga-helia) e University of Applied Sciences (Tamk), todas da Finlândia.

Segundo o diretor da rede federal, Oiti José de Paula, um dos propósitos do programa é aproximar o ensino na rede das demandas reais da sociedade. “Isso possibilitará ao nosso egresso aplicar efetivamente os conhecimentos adquiridos durante o curso”, disse.

De acordo com o coordenador do Núcleo Estruturante da Política de Inovação da Setec, Luciano Toledo, esse é o momento de investir na capacidade de atuação dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia no desenvolvimento econômico regional, a partir do atendimento às demandas por inovação das principais cadeias produtivas do país. “O modelo da educação na Finlândia é uma referência a ser alcançada, o que justifica essa ação”, enfatizou.

Integração
Na Finlândia, o ensino superior tem papel significativo na sociedade e no sistema nacional de inovação. O país conta ainda com um modelo de educação técnica que absorve cerca de 80% dos estudantes. No ensino médio, mais de 40% dos alunos optam pela modalidade integrada à educação profissional.

Os diplomas, tanto do ensino médio regular quanto do integrado à educação profissional, dão acesso a instituições de ensino superior. A formação dos professores baseia-se em pesquisa, com exigência de dissertação de mestrado. Além disso, há cursos sobre prática didática e pelo menos um ano de estágio docente em escola municipal ou de aplicação.

Os professores brasileiros selecionados tiveram de comprovar que são efetivos do quadro permanente dos institutos federais, ter o currículo Lattes atualizado e domínio da língua inglesa.

O início efetivo do programa contempla uma primeira etapa na Finlândia e outra no Brasil. A fase nacional será acompanhada a distância pelos instrutores finlandeses.
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