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Suicídio de Getúlio completa 60 anos em agosto e é tema de reportagem

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postado em 04/08/2014 15:55 / atualizado em 04/08/2014 15:57

Agência Senado

Os 60 anos do suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas são o tema da seção Arquivo S do Jornal do Senado, publicada nesta segunda-feira. Em entrevista ao repórter Ricardo Westin, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) relembra os acontecimentos que chocaram o país no dia 24 de agosto de 1954 e discorda dos que acreditam que suicidas não vão para o céu. Segundo Simon, o suicídio foi um ato de heroísmo.

Para o jornalista Lira Neto, autor da trilogia biográfica Getúlio, que será lançado nesta semana, a ideia do “sacrifício” já aparecia nas anotações de Vargas desde 1930 e foram inúmeras as vezes em que o ex-presidente cogitou a possibilidade de se matar. "Foi uma espécie de crônica de uma morte anunciada", diz Lira. Segundo o biógrafo, há anos Getúlio registrava em seu diário indícios de que jamais aceitaria ser deposto. "Para ele, isso significaria ser marcado com o signo do vexame, da derrota, da desonra, do ridículo", analisa o escritor.

De acordo com o historiador Antonio Barbosa, professor da Universidade de Brasília (UnB) e do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), o gesto de Getúlio adiou em 10 anos o golpe militar. Segundo Barbosa, o suicídio de Vargas mexeu com as emoções do país e mudou o sentimento de aversão que parte dos brasileiros tinha ao ex-presidente, que passou a ser considerado como vítima e acabou entrando para a história como “pai dos pobres”.

Assista abaixo o vídeo com os depoimentos.

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