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Passe livre no centro do discurso socialista

Eduardo Campos reforça a promessa de criar fundo para subsidiar o transporte público gratuito para estudantes

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postado em 12/08/2014 12:50


Eduardo ao lado de apoiadores: presidenciável compara a política econômica com a eliminação na Copa (PSB/Divulgação) 
Eduardo ao lado de apoiadores: presidenciável compara a política econômica com a eliminação na Copa


O candidato à Presidência da República e ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) voltou a prometer ontem que, se eleito, criará um fundo nacional para financiar o passe livre para estudantes de escolas públicas. A reserva seria composta por repasses da União (70%), dos estados (20%) e dos municípios (10%). “Fizemos um cálculo com base na média das passagens nas cidades que hoje têm sistemas de transporte”, explicou. O peesebista estipulou em R$12 bilhões a meta de arrecadação para a iniciativa funcionar. “Muitas pessoas que passaram no regime de cotas estão deixando as universidades porque não têm condição de ir e vir”, justificou.

Quanto às denúncias em torno da Petrobras, Eduardo classificou a estatal como “a única petroleira que, quanto mais vende, mais tem prejuízo”. Ele prometeu “resgatar” a empresa, com a instituição de “regras seguras e direção profissionalizada”. O presidenciável ainda criticou a política de reajuste no preço dos combustíveis, uma vez que, segundo ele, a presidente Dilma Rousseff “guardou na gaveta”, para logo depois das eleições, aumento nas tarifas de energia elétrica e de combustíveis.

Eduardo comparou a política econômica e o controle da inflação à goleada sofrida pelo Brasil diante da Alemanha na Copa do Mundo, por 7 x 1. “É 7 de inflação e, de outro lado, o crescimento está abaixo de 1. Nós vamos botar o Brasil para voltar a crescer”, anunciou, prometendo maior independência para o Banco Central e esforços para baixar a inflação.

O socialista ainda justificou a aliança com a ex-senadora Marina Silva, que se filiou ao PSB e forma a chapa com Eduardo, negando a intenção de querer cooptar votos da ambientalista. “Cada um tem um voto. Não leva como se fosse uma caixa na mudança.”
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