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Jovem deficiente desbrava a África

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postado em 06/02/2015 11:46 / atualizado em 06/02/2015 12:08

Arquivo Pessoal
Não são muitos os jovens que, ao planejarem viagens a outros continentes, optam por visitar a África. Mas Jéssica Paula decidiu passar dois meses lá, sozinha, para conhecer zonas de conflito e contar as histórias em um livro reportagem. Com o intuito de transformar o relato no projeto final do curso de jornalismo, ela colocou a mochila nas costas e passou dois meses por Etiópia, Sudão, Sudão do Sul e Uganda. Nisso tudo, há um detalhe: ela é deficiente física e precisa de muletas para poder andar, apoiada em uma perna.

Durante a viagem, a goiana de 23 anos passou por diversas dificuldades. Para entrar no Sudão, se passou por muçulmana e fingiu ser casada com um homem que havia conhecido recentemente, pois o país vive uma ditadura que não permite a entrada de estrangeiros. Esteve quase 24 horas por lá. Em seguida, conheceu a vida no Sudão do Sul, nação recentemente fundada devido a conflitos e a uma guerra civil. “O tempo em que fiquei no Sudão foi bem difícil. Sob um calor de 52 graus, eu não conseguia fazer nada direito, era difícil até raciocinar. Além disso, fui expulsa do país e me veio a sensação de que tudo ia desandar. Não conseguia conversar com quase ninguém, todos só falavam árabe. Para fechar com chave de ouro, ainda peguei malária. Todos lá estão acostumados com isso, então, apesar do desespero, as pessoas me tranquilizaram muito”, contou.

Site de financiamento

Além disso, ela visitou refugiados na Etiópia e conheceu, em Uganda, a ex-enfermeira de Joseph Kony, líder de uma das maiores milícias africanas e um dos 10 criminosos mais procurados do mundo. Após ter concluído a aventura e se graduado em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), Jéssica agora pretende publicar, de forma independente, Estamos Aqui, o livro reportagem fruto da experiência no leste africano. A obra conta com 200 páginas e diversas fotografias tiradas pela própria autora. Para alcançar o objetivo, a jovem criou uma página no Catarse, site de financiamento coletivo, a fim de arrecadar R$ 15 mil. A campanha fica no ar até 5 de março.

 

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