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ARTIGO

A Pátria Educadora passa a borracha

ARI CUNHA Desde 1960 Visto, lido e ouvido

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postado em 01/05/2015 11:43 / atualizado em 01/05/2015 11:47

Que ligações haveria entre a depredação de uma escola em Valparaíso de Goiás, uma circular proibindo o acesso da imprensa às escolas públicas do DF e o ataque selvagem da PM do Paraná aos professores que buscavam defender seus direitos na Casa do Povo? Unindo as três pontas e analisando-as sob o prisma marqueteiro da Pátria Educadora, chegamos à triste conclusão de que o governo, de qualquer matiz ideológica, não tem a menor compreensão da importância desse setor para o país, talvez por desconhecer ainda a estreita relação entre educação e futuro.

A diluição do prestígio profissional dos professores ao longo dos últimos anos está na base das rebeliões que se sucedem em várias escolas país afora. Ao reconhecer os professores, profissionais que nem o Estado valoriza e protege, os alunos se sentem encorajados não só para desafiá-los abertamente mas confrontá-los fisicamente, como tem acontecido com frequência. Acuados dentro e fora dos estabelecimentos de ensino, os professores vão perdendo espaço e a liberdade de atuação. A escola, antes um reduto sagrado, vedado a intromissões alheias ao ensino, transformou-se em espaço de disputas com cada elemento entrincheirado em um canto.

Professores, alunos e Estado não se entendem. Os mais de 170 professores feridos com balas de borracha pela polícia do Paraná, marcam episódios de uma batalha, cuja a guerra esta longe de terminar. Ao usar porretes, balas e cães da raça pitbull para atacar os professores, a imagem que o Estado passa para a população, alunos incluídos, é que as tropas de choques estão agindo contra malfeitores e desordeiros comuns que devem ser barrados à força. Nem aos invasores de terras e prédios públicos é dado tamanho rigor. Observado em seu conjunto, a educação pública no Brasil reproduz o mesmo caos verificado hoje em todos os setores e atividades da máquina administrativa. Talvez seja o fato de reconhecer, de uma vez por todas, que a educação é uma necessidade humana séria demais para ser confiada a governos e a políticos de plantão.

A frase que foi pronunciada

“O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade.”
Voltaire


Espera
» Justiça seja feita. O governador Rollemberg está recebendo críticas por atitudes que dizem que ele vai tomar. Assim fica difícil!

O exemplo vem de cima

» Por falar em GDF, não poderia ser diferente. A imprensa tem, sim, acesso às escolas públicas e, quanto mais o GDF ouvir as reivindicações, melhor será. A China não é aqui. As redes sociais estão aí para mostrar o que há. Enquanto os professores não forem respeitados, dificilmente o governo será.

Sintonia?
» Perfeitamente viável. A proposta do senador José Serra caiu na simpatia do presidente do TSE, Dias Toffoli. O voto distrital para a eleição dos vereadores pode ser bom para atestar a eficácia do sistema.

Transparência
» Fatos gravíssimos. Foi assim que o ministro do STF Gilmar Mendes se referiu aos arquivos de prestação de contas do comitê financeiro durante a campanha à presidência de Dilma Rousseff. Ele quer que seja prorrogada por um ano a obrigatoriedade de manter os arquivos no portal da Corte.

Simpatia

» Sérgio Reis dá um show na entrada pela chapelaria do Congresso. Cumprimentou o motorista que não parou na faixa para que ele atravessasse, seguranças, porteiros, ascensoristas, repórteres. Até chegar ao elevador estendeu a mão para pelo menos 10 pessoas. E olha que ele já é deputado federal!

Vai entender
» Parece fofoca, mas os petistas foram avisados. Quem votar a favor da reforma política pautada por Eduardo Cunha será expulso. Isso seria indisciplina. Quanto ao mensalão, tudo bem. Ninguém foi expulso até agora.

Corta pra mim

» Se a presidente Dilma não tem o que dizer no Dia do Trabalho, o presidente do Senado Renan Calheiros, tem. Disse que vai lançar hoje o Pacto Nacional de Proteção ao Emprego.

História de Brasília
Conheci a equipe do DUA numa discussão desagradável, numas notícias que foram publicadas nesta coluna, e que não as desmenti. Mas encontrei, depois, excelentes criaturas na equipe Oscar Niemeyer, como ele próprio.
(Publicado em 12/8/1961)

 

aricunha@dabr.com.br
com Circe Cunha // circecunha.df@dabr.com.br

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