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Correio Braziliense

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Iniciativa sociocultural oferece cursos gratuitos de música para jovens

Projeto Guri começa o segundo semestre de 2015 com aulas de mais de 20 instrumentos ao redor do estado de São Paulo

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postado em 17/07/2015 11:39 / atualizado em 17/07/2015 12:54

Gustavo Morita

No segundo semestre de 2015, crianças e adolescentes de 6 a 18 anos incompletos que se interessam por música terão a oportunidade de fazer parte de uma das maiores iniciativas socioculturais do país por meio de aulas e oficinas que revelarão aos futuros musicistas os segredos das partituras. O Projeto Guri, mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Palo, oferece, gratuitamente, aulas de iniciação musical, canto coral, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclado e percussão, totalizando mais de 20 modalidades. As inscrições vão de 3 a 28 de agosto, e as vagas serão preenchidas por ordem de chegada nas unidades em que as crianças desejam estudar, mediante o acompanhamento dos responsáveis, apresentação do Registro Geral ou da Certidão de Nascimento e o comprovante de aluno regular na escola. Para mais informações sobre os cursos disponíveis e os lugares onde eles serão ministrados, acesse: www.projetoguri.org.br/matriculas/

Com aproximadamente 370 unidades distribuídas no interior e no litoral paulista, a iniciativa hoje atende, em média, a 47 mil alunos por ano, sendo que, desde sua criação, em 1995, cerca de 600 mil jovens já passaram pelo projeto. A supervisora regional do polo de Jundiaí, Marina Vidal, explica que o único pré requisito para fazer parte do Projeto Guri é força de vontade. “Nós não exigimos que a criança tenha conhecimento prévio de nenhum instrumento, a seleção não é discriminatória, de modo que qualquer um pode participar, desde que frequente a escola”. A supervisora também esclarece que os alunos sem instrumentos musicais em casa não serão prejudicados, porque eles são disponibilizados nas próprias unidades.

Quando tinha 8 anos de idade, Emilly Gonçalves decidiu que queria aprender a tocar violino e iniciou os estudos no Guri. A vontade de Emilly surgiu ao assistir a um tio praticar o instrumento por alguns meses e depois abandonar a música: “Não sei por que, mas nasceu no meu peito a vontade de começar e persistir”, conta. Devido ao progresso rápido nas cordas, a garota, hoje com 14 anos, sentiu a necessidade de um violino só dela para praticar em casa e, mesmo com poucos recursos, os pais de Emilly venderam trufas até arrecadar o dinheiro para a compra do instrumento. Dois anos mais tarde, aos 10 anos de idade, Emilly foi vítima de dois Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) graves, dos quais sobreviveu com sequelas físicas e emocionais. “Quando acordei no hospital estava com movimento e visão comprometidos, além de ter sofrido perda de memória. Mesmo assim, só pensava em voltar para casa, ficar com a minha família e tocar violino”, lembra.

A mãe de Emilly ficou receosa de deixá-la praticar o instrumento no início da recuperação, mas acabou cedendo devido a insistência da filha. “Eu só voltei ao normal por causa da música”, conta, convencida que a sua recuperação foi pelo sopro das cordas. Quando completou 12 anos, a garota foi convidada para fazer parte da orquestra do Grupo de Referência de Jundiaí, um dos mais promissores e importantes grupos do Projeto Guri em que estão os alunos de melhor desempenho. Além de prosseguir com o estudo do violino, Emilly pensa em cursar medicina e unir as duas áreas: “Eu quero levar música para dentro dos hospitais e ajudar aqueles que precisam de ajuda como um dia eu já precisei”.

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