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Tecnologia

Acordo de cooperação técnica permitirá avanço em pesquisa

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postado em 19/09/2016 21:53

Portal MEC /MEC

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) firmaram, nesta segunda-feira, 19, um acordo de cooperação técnica para o compartilhamento de infraestrutura ótica em toda região Nordeste, tendo como suporte as linhas de transmissão da companhia. Para esta parceria, serão repassados cerca de R$ 42 milhões, ampliando a infraestrutura cedida sem ônus pela Chesf, e evitando custos anuais da ordem de R$ 24 milhões.

 

“Tínhamos um quadro de inadimplência de dezenas de milhões de reais com a RNP. Quitamos esse débito, deixado pela gestão anterior, de modo que as atividades relacionadas ao ensino e pesquisa vinculadas ao MEC possam ser desenvolvidas”, explicou o ministro Mendonça Filho, presente à solenidade de assinatura do acordo. Os repasses do ministério para a RNP, este ano, somam R$ 98 milhões. A próxima parcela será paga em outubro.

 

A parceria permitirá acelerar a oferta de infraestrutura avançada para a educação e pesquisa, o que vai beneficiar o acesso à internet de alta velocidade da comunidade acadêmica, incluindo centros de pesquisa, faculdades, institutos superiores, hospitais de ensino e centros de educação tecnológica.

 

Com a parceria, a Chesf se beneficia com o avanço na infraestrutura de telecomunicações, garantindo maior confiabilidade para atendimento à operação e à manutenção do seu sistema elétrico, em especial nas instalações teleassistidas, bem como às aplicações corporativas da empresa. A solenidade aconteceu durante a manhã, na sede da Chesf, em Recife, com a participação de representantes dos ministérios da Educação, de Minas e Energia (MME), da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e das Centrais Elétricas Brasileiras SA (Eletrobrás).

 

Velocidade

O ministro Mendonça Filho comemorou a possibilidade de uma internet mais veloz nas cidades do interior do Nordeste brasileiro. “Com a assinatura desse acordo, vamos utilizar a infraestrutura ampla de rede de fibra ótica para interligar as principais instituições de ensino e pesquisa do país”, disse ele. “Isso fará também com que haja espaço para o desenvolvimento de outras atividades relacionadas ao uso da internet como instrumento de difusão de ações educacionais e de pesquisa.”

 

Com o acordo, serão beneficiados alunos, professores, pesquisadores e servidores administrativos alocados na rede federal de ensino e pesquisa do Nordeste. Esses usuários poderão desfrutar não apenas de uma infraestrutura de internet de alta capacidade, como também de todos os serviços oferecidos pela RNP à comunidade acadêmica e de pesquisa. “Esse convênio permitirá um salto tecnológico. Com a implantação da infraestrutura de telecomunicações de alto desempenho, nossos esforços estarão conectados com o ensino e a pesquisa no Nordeste”, destacou o diretor-presidente da Chesf, José Carlos de Miranda Farias.

 

Com duração de 20 anos, o acordo prevê investimentos das partes. A RNP direcionará recursos nos próximos quatro anos para o desenvolvimento da nova geração da Rede Ipê, uma infraestrutura de rede dedicada à comunidade brasileira de ensino superior e pesquisa, gerenciada pela organização. “A internet vai continuar por muito tempo revolucionando a forma de ensino e pesquisa no Brasil. Esse é apenas um dos meios para impulsionar a forma como estudantes e professores atuam em sala de aula. É nesse cenário que se insere esse acordo, no sentido de melhorar a qualidade da educação no país”, avaliou o diretor-geral da RNP, Nelson Simões da Silva.

 

Escritório

No início da tarde, Mendonça Filho participou da cerimônia de assinatura do termo de comodato entre a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Educação. A finalidade do contrato é proporcionar apoio logístico e operacional às atividades e às políticas educacionais do Ministério.

 

Para tal foi estabelecido, com duração inicial de dois anos, a cessão de um imóvel onde será estabelecido o escritório de representação do MEC, em Recife. De acordo com o documento, o contrato é gratuito, mas o MEC é responsável pelo pagamento de todas as despesas de manutenção e conservação do imóvel.

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