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Estudante do Pará conquista primeiro lugar no concurso de cartas

A estudante concorreu com cerca de 4.500 cartas no Brasil

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postado em 01/11/2016 17:36 / atualizado em 01/11/2016 17:55

Divulgação
 
A paraense Laryssa da Silva Pinto, 15 anos, é a vencedora da fase nacional do 45º Concurso Internacional de Redação de Cartas com o tema “Escreva uma carta para você aos 45 anos”. A jovem, que cursa o 1º ano do ensino médio na Escola Professor Jonathas Pontes Athia, localizada no Distrito de Porto de Trombetas, município de Oriximiná (cerca de 1.800 km de Belém), concorreu com quase 4.500 redações no Brasil. Ela também recebeu menção honrosa na etapa internacional do concurso promovido pela União Postal Universal (UPU), disputando com 980 mil redações de 84 países. A cerimônia de reconhecimento ocorreu durante a comemoração do Dia Mundial dos Correios em 11 de outubro, em Brasília.

O êxito no concurso foi uma surpresa para Laryssa. “Não estava esperançosa e entreguei o texto próximo da data limite de envio. Dessa forma, não houve tempo de fazer muitas mudanças e correção. Quando minha professora me ligou para dar a notícia, não acreditei no início, mas quando a ficha caiu foi uma felicidade só. É a primeira vez que o Pará representou o Brasil na etapa internacional, e poder representá-lo me deixou muito contente”, comemora.

A estudante, que já havia ficado em 3º lugar no concurso estadual de cartas em 2014, encontrou inspiração no momento desfavorável que o país se encontra. “Enquanto jovem, me sinto responsável em me posicionar frente às mudanças de impacto global”, diz. A professora de literatura, Tadia Cristina Nunes.

Para receber a premiação, a paraense viajou para Brasília acompanhada dos pais, Raimundo Lucas Pinto e Raquel da Silva Pinto. “Participamos de uma cerimônia e recebi como prêmio troféu, certificado, menção honrosa; presentes como relógio, kit esportivo com itens que representam várias modalidades de esportes; além de R$ 5 mil.

A jovem conheceu os pontos turísticos durante a estadia na Capital. O lugar em que ela mais gostou de visitar foram o Senado e a Câmara dos Deputados. “Vi o Congresso como uma verdadeira exposição e museu em que retrata a história do Brasil desde os princípio. Fiquei encantada com os artigos históricos e com o registro da construção e modernidade de Brasília. Havia visto pela internet e televisão, mas pessoalmente é outra coisa. Comparei com a minha cidade que também foi planejada, mas em uma escala menor”, revela. A vencedora gosta de escrever cartas porque não teve essa vivência. Além disso, ela tem o hábito de escrever contos, reproduzindo e registrando a cultura de sua região, que é passada oralmente. A estudante lê de tudo, mas prefere crônicas. “Tenho um caderno com meus textos. Para escrever uma redação tem que ter conhecimento vasto de outros gêneros”, explica.

Arquivo Pessoal


A vencedora manda um recado para quem participou ou não do concurso: “Por mais complexa que pareça ser a escrita, essa habilidade parte de um princípio básico que é a leitura. Como diria minha professora, um texto nunca é 100% nosso. Ou seja, para chegar ao senso crítico, é necessário uma leitura apurada, não só em livros, mas em tudo que enxergamos à frente. A escrita exige que saiamos de nós mesmos e integremos o mundo, por meio da análise crítica. O que falta na juventude é isso, as pessoas acham que ler e escrever é chato, mas são práticas importantes para a construção do caráter e personalidade. As escolas deveriam pregar isso com mais ênfase e os alunos precisam se encantar mais”.

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