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Augusto Cury afirma que o sistema de educação mundial está doente

Método proposto pelo médico aposta no controle da emoção para obter melhor rendimento na escola

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postado em 09/11/2016 19:38

 

 

Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press

 

Com o tema “O código da inteligência e a formação de mentes brilhantes”, o psiquiatra e escritor Augusto Cury questionou o tradicional modelo de ensino das escolas na palestra ministrada na noite de ontem (8) no Unique Palace (Setor de Clube Sul). O evento foi organizado pela Rede Educacional Alub, que a partir de 2017 irá inserir na grade curricular o Programa Escola da Inteligência, criado pelo palestrante. O método tem como objetivo alcançar o sucesso escolar por meio da educação das emoções.

Diagnóstico

Augusto Cury é um critíco do sistema de ensino. Segundo ele, a escola falha ao querer desenvolver somente as áreas cognitivas, como o raciocínio, o pensamento lógico e a observação, sem dar subsídios para que os alunos ousem mais e se reinventem por meio do controle emocional.

“No mundo todo a educação está doente, as escolas e universidades estão doentes — mesmo as de ponta, que estão no ranking mundial — porque elas ensinam os alunos da pré-escola à pós graduação a conhecer o mundo de fora, do pequeno ato ao imenso espaço, mas não ensinam a conhecer o mundo de dentro, a mente humana. Dessa forma, ensinam-nos a caminhar no espaço físico, mas não nos ensinam a navegar nas águas da emoção. Sem educar e gerir a emoção, vamos formar jovens frágeis, inseguros e que não sabem lidar com contrariedades. A consequência disso são pessoas com idade biológica de 40 anos, mas com idade emocional de 15, que não sabem passar pela mínima dificuldade ou crise, apenas sucumbem à dor e não a usa para crescerem”.

O método

O Programa Escola da Inteligência tem como objetivo principal promover a educação das emoções, o pensar antes de agir e reagir, o autocontrole e o desenvolvimento das funções mais nobres da inteligência, como a empatia e a resiliência. Com isso, busca-se melhorar o rendimento escolar, desenvolver relações intra e interpessoais saudáveis e reduzir a indisciplina e cultura do bullying.

Para isso, aconselha-se o aumento da participação da família na formação integral da criança, uma vez que todos os envolvidos no processo de educação (escola, educadores, estudantes e familiares) são beneficiados com mais qualidade de vida e bem-estar psíquico. Atualmente, o programa atende cerca de 500 escolas do Brasil e contempla mais de 200 mil alunos, sendo que 75 mil alunos aderiram à proposta neste ano letivo.

Na explicação de Cury, o Programa Gestão da Emoção é para que crianças e adolescentes se tornem mentes brilhantes e profissionais com competências que as universidades não propiciam, tais como ousadia, capacidade de filtrar estímulos estressantes; capacidade de trabalhar perdas e frustrações. Além disso,o método propõe caminhos para adquirir habilidades de se reinventar no caos, de duvidar das falsas verdades, e de criticar crenças limitantes para, assim, “usar as crises para irrigar a sabedoria e as derrotas para ter dignidade quando atingir o pódio”.

A primeira-dama do Distrito Federal, Márcia Rollemberg, esteve presente na palestra e acredita que a educação das emoções é uma tendência que pode ser ampliada na região.

“Sempre fui dedicada à área da saúde mental. O Augusto Cury compartilha um entendimento de gestão da educação que permite que a gente possa revolucionar os valores e a maneira de lidar com a vida. Escutar e ler o que ele diz me induz a acreditar que é possível trabalhar nossas emoções e construir novos paradigmas de relacionamento. O encontro levantou possibilidades de conectarmos algumas experiências que a gente tem aqui no DF. Dessa forma, espero reformar essa linha de trabalho em Brasília, consolidando uma parceria rica para os próximos dois anos”

 

Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press
 

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