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Escola sem partido não tem motivação religiosa, diz relator

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postado em 15/02/2017 19:13 / atualizado em 15/02/2017 19:22

Relator do Projeto de Lei 7180/14, conhecido como Escola sem Partido, o deputado Flavinho (PSB-SP) esclareceu que o tema da comissão especial que discute a proposta não é religioso.

 

“Sempre se levanta a questão religiosa nas audiências públicas, mas não é disso que esta comissão trata, e sim, de seis projetos de lei que visam proteger os direitos dos educandos. Não é uma comissão que trata de assuntos religiosos. Seria mais produtivo se não nos detivéssemos tanto na questão religiosa”, disse.

 

A estudante Ana Caroline Campagnolo, que participa do debate na comissão, defendeu a aprovação do projeto para, segundo ela, seu caso não se repita. Ela entrou na Justiça contra uma professora, alegando perseguição religiosa. “O aluno, nesses casos, é a vítima, é minoria. Ele não resolve a situação num colegiado de professores porque os professores vão ficar unidos. Eu procurei outros professores pra testemunharem a meu favor e todos se negaram”, afirmou.

 

Para Madalena Guasco, professora titular do Departamento de Fundamentos da Educação da Faculdade de Educação da PUC-SP, Escola sem partido é uma invenção porque “não existe escola de partido”. Ela reafirmou que o movimento não tem base objetiva ou científica, e expôs ao relator do projeto a concepção do educador Paulo Freire, para quem o oprimido é quem não tem consciência, não tem visão crítica do mundo. “Por isso ele diz que alfabetizar é mostrar o significado das palavras e o significado não está na palavra, mas no que ela quer dizer. Por isso, quando apresento a frase ‘Eva viu a uva’, a pergunta é ‘Quem é Eva?’ ou ‘Quem plantou a uva’?. É preciso ensinar o contexto”, esclareceu.

 

Direitos A professora disse ser a favor de uma educação dialógica, e que não é preciso uma lei para definir os direitos dos alunos porque estes já estão na Constituição. “Como formadora de educadores, ensino que existem diferentes concepções e teorias para que o futuro professor possa optar pela concepção que ele vai seguir como educador, portanto não existe neutralidade na ciência, nem na educação”, concluiu.

 

Guasco destacou que, quando o professor não deixa claro quais são os fundamentos do que está ensinando é que está fazendo doutrinação.

 

Agência Câmara

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