Dia do Bibliotecário

Projeto incentiva leitura em órgão público de Araraquara

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postado em 10/03/2017 20:14

Quando o amor à profissão fala mais alto que os interesses profissionais, a dedicação e o entusiasmo tornam o trabalho um prazer. A bibliotecária Joelma Paula Moraes é prova disso. Servidora do Departamento Autônomo de Águas e Esgotos (DAAE) de Araraquara (SP), conseguiu introduzir uma biblioteca no ambiente de trabalho.

 

“A gente construiu, com a ajuda de funcionários, doações e uma parceria com a coleta seletiva da cidade, uma biblioteca para os servidores”, conta. O projeto começou em 2009 e, atualmente, já reúne cerca de 1,5 mil livros.

 

Os funcionários passaram a fazer doações de obras, de gêneros e temáticas diversas, e a equipe responsável pela coleta seletiva começou a separar os livros que eram descartados pela população. As obras são entregues diretamente na instituição.

 

Paralelo a isso, Joelma explica que o programa Caixa de Cultura, do Serviço Social da Indústria (Sesi), já existia no DAAE. A ação consiste em deixar disponível nas empresas uma caixa metálica com um acervo literário de 40 a 100 títulos.

“Eu peguei esse projeto e incrementei com a criação da biblioteca, para incentivar a leitura dos funcionários no horário de descanso no trabalho ou mesmo para levar pra casa”, diz Joelma.

 

Atualmente, o DAAE possui cerca de 480 funcionários. Por mês, a biblioteca do órgão realiza, aproximadamente, 30 empréstimos de livros. “Apesar de tanta tecnologia, o livro em papel não morreu”, comemora.

 

Outro projeto do departamento para incentivar a leitura é o chamado Momento Leitura. Quinzenalmente, a bibliotecária expõe os livros e dá dicas de leitura nos murais da instituição. Um informativo mensal distribuído aos servidores também tem espaço para o Momento Leitura, em que os funcionários fazem a indicação de obras literárias.

 

Mudança

Joelma diz que considera a profissão muito importante. “Aquela coisa do bibliotecário sentado, de óculos, silencioso não existe mais. A gente tomou outro comportamento”, diz. “Me formei em 1995, e de lá pra cá muita coisa mudou.”
Joelma explica que as pessoas tendem a achar que o bibliotecário já leu todos os livros. “Mas não é assim; a gente indica”, esclarece. Ela diz que procura estar sempre “antenada”, se inteirando dos lançamentos, tanto no que diz respeito à literatura de lazer quanto na específica que, no seu caso, é saneamento.

 

“Muitos servidores fazem o trabalho de conclusão de curso de mestrado, doutorado na área de saneamento e meio ambiente, então eles sempre nos procuram para ver se temos material”, afirma Joelma. “Eu tenho muita procura e tenho prazer em ajudar, porque isso faz a gente saber que o trabalho é válido. A profissão do bibliotecário é fundamental para o enriquecimento da educação. E isso não tem idade”, conclui.

 

Programa

Criada em 1948, a Caixa de Cultura é um programa integrador que promove ações culturais no ambiente de trabalho para fomentar a prática da leitura e da apreciação artística. Por meio de convênio, o Sesi coloca à disposição das empresas um acervo literário que varia de 40 a 100 títulos, de gêneros e temáticas diversas.

 

Após o tempo de permanência estipulado, que varia de quatro a seis meses, é efetuada a troca da caixa por outra com acervo atualizado e renovado, para utilização dos funcionários. O serviço é gratuito.

 

Homenagem

O Dia do Bibliotecário é comemorado no dia 12 de março em todo o país. A data, instituída pelo Decreto nº 84.631, de 1980, homenageia Manuel Bastos Tigre, considerado o primeiro bibliotecário concursado do Brasil.

 

Nascido em 12 de março de 1882, Manuel Tigre foi aprovado em primeiro lugar no concurso para bibliotecário do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Trabalhou por dois anos na Biblioteca Nacional, assumindo, em seguida, a direção da Biblioteca Central da Universidade do Brasil. Lá, trabalhou junto ao reitor da instituição, mesmo depois de aposentado.

 

Engenheiro de formação, trocou a ocupação pela biblioteconomia após conhecer o bibliotecário Melvil Dewey, que instituiu o Sistema de Classificação Decimal. Em 1915, aos 33 anos de idade, Manuel Tigre assumiu de vez a nova profissão.

 

Portal MEC