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Vírus preocupa pais e professores

Aluno de escola particular do Sudoeste tem confirmado o diagnóstico da influenza- A. Não há como saber onde o garoto foi infectado, mas o colégio tomou todas as medidas cabíveis de prevenção. O cuidado é para evitar novas contaminações

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postado em 21/03/2017 20:59

Rafael Ohana
Uma equipe da Secretaria de Saúde visita, hoje, o Centro de Ensino Candanguinho (Cecan), no Sudoeste, após a notícia de que uma criança do maternal estar infectada com a gripe H1N1. O aluno apresentou os sintomas de gripe e, na última quinta-feira, a família suspendeu as ida dele às aulas. Depois, os pais, que são médicos, tiveram o diagnóstico confirmado. Eles apresentaram um exame laboratorial que se referia à influenza-A. O colégio enviou um comunicado de alerta sobre doenças infecciosas para a casa de todos os estudantes.

A vice-diretora, Virgínia Vargas da Costa, confirmou que, até agora, não houve outro caso de criança diagnosticada com a gripe. “Existe esse fato que a mãe trouxe o resultado laboratorial. O aluno não frequenta a escola desde o primeiro sintoma. Pelo contrário, há quatro dias ele não vem e só vai retornar com uma liberação médica. Já sabemos quais as medidas tomar, porque, desde a época do surto, em 2009, as adotamos.”

Entre as ações de prevenção feitas pela escola estão a limpeza dos brinquedos e dos mobiliários, duas vezes ao dia, no intervalo entre os turnos, além dos cuidados no refeitório. “Temos os melhores produtos para higienização, porque são de última geração. A empresa de manutenção e limpeza é terceirizada e tem um rigor muito grande com os produtos usados, além de conhecimento para aplicá-los. Pedimos reforço nessa sala (do aluno diagnosticado), durante esse período em que estamos sob cuidados”, destacou Virgínia.

Ela ainda ressaltou que, desde 2009, a escola mantém álcool em gel em todas as dependências. Professores, funcionários e alunos maiores têm o hábito de usá-lo. Os reservatórios são abastecidos frequentemente. Inclusive, próximo à sala do aluno infectado, há um repositório de álcool. “Já sabemos pelos médicos que existe um período de contágio antes e não teria como prever. Mas mandamos comunicado para as famílias, como faríamos em qualquer caso de doença infecciosa, para ficarem alertas se o filho estiver febril”, explicou.

Apesar dos cuidados, o episódio gerou preocupação nos pais, que têm medo de a infecção atingir outras crianças. A escola trabalha com turmas de berçário até as de ensino médio. O menino infectado estuda no turno vespertino, no berçário para crianças de 2 a 3 anos. Na turma dele, há, em torno, de 12 alunos. Em todo colégio, são 1.124 estudantes, nos horários matutino e vespertino.

Além da higiene, umas das formas da prevenção da doença é a vacinação, que poder ser feita em crianças a partir dos seis meses de vida.

A Secretaria de Saúde informou que não foi notificada sobre caso. Em 2016, 133 moradores do Distrito Federal tiveram o diagnóstico confirmado da doença e 17 morreram. Em 2015, os registros zeraram e, em 2014, houve 21 casos e cinco mortes até novembro. Mas o período em que houve mais ocorrências foi em 2009, quando a pandemia assolou o mundo e a doença ficou conhecida com gripe suína. No DF, foram 336 diagnósticos e dez óbitos naquela época.

"O aluno não frequenta a escola desde o primeiro sintoma. Pelo contrário, há quatro dias ele não vem e só vai retornar com uma liberação médica"
Virgínia Vargas da Costa, vice-diretora do Cecan