Cinema

TV Escola produzirá filme sobre revolução pernambucana

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postado em 05/05/2017 20:00

 

O Ministro da Educação, Mendonça Filho, o diretor geral da Roquete Pinto Comunicação Educativa, Fernando Veloso, e a cineasta Tizuka Yamazaki assinaram nesta sexta-feira, 5, em Recife, um termo de cooperação para a produção do filme 1817, a Revolução Esquecida, que vai abrir a série História da TV Escola. Trata-se de uma recriação dramatizada da revolta pernambucana pela proclamação da República, ocorrida naquele ano, e contra os gastos excessivos da coroa portuguesa e sua corte.

 

A obra, com previsão de lançamento para outubro deste ano, terá 50 minutos de duração. Será uma adaptação do romance A Noiva da Revolução, escrito pelo jornalista pernambucano Paulo César de Oliveira. Sua produção foi aprovada pelo Banco de Projetos da Roquete Pinto, parceira da TV Escola desde que ela foi criada pelo MEC, em 1995, para oferecer apoio à melhoria das práticas pedagógicas, com a atualização de professores e a ampliação dos recursos de aprendizagem – dentro e fora da sala de aula.

 

“O encontro com Tizuka no MEC foi algo meio que acidental”, contou o ministro. “Ela se dirigia à Cultura e terminou na Educação, onde foi acolhida, porque há sensibilidade dentro daquela casa para questões que transformam a realidade de vida de qualquer povo”, contou. “O projeto tocou o meu coração. Sou um amante de Pernambuco, sei de seu valor histórico e democrático no cenário nacional e de lutas libertárias.”

 

Segundo o ministro, os canais da TV Escola serão cada vez mais fortalecidos para que propostas semelhantes estejam disponíveis, como o começo de um novo legado da Roquete Pinto. “Para projetar o futuro, a gente precisa conhecer a nossa história”, concluiu.

 

Fernando Veloso, por sua vez, destacou o caráter didático e também de oportunidade da iniciativa: o bicentenário da revolução. “Entre as prioridades da Roquete Pinto está a de colocar a TV escola no protagonismo como referência em televisão pública no Brasil, assumindo um papel importante e inclusivo no audiovisual.”

 

Tizuka Yamazaki revelou que nunca tinha ouvido falar da Revolução de 1817 e ficou impressionada quando conheceu a história, o que despertou a vontade de retratá-la nas telas. “Eu acho um absurdo, pois significou a mais importante revolta, intencionalmente escondida, apagada. É fundamental que qualquer estudante brasileiro tenha conhecimento desse momento tão glorioso para o país”, enfatizou.

 

A Revolução de 1817 também foi tema de um documentário realizado por estudantes da rede pública estadual de Pernambuco. Isabele Lucena, estudante do segundo ano da Escola de Referência de Ensino Médio Olinto Victor, na Várzea, bairro da capital pernambucana, disse que as filmagens mudaram a forma de aprender sobre a história do Brasil. “Descobri como eles pensavam na época, a partir de registros, livros e jornais que circularam. Montamos um mosaico de ideias.”

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