Dia do Estudante

Escola de Brasília é referência no mundo em educação musical

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postado em 11/08/2017 20:06

 

Estudar música desenvolve a confiança e a criatividade, ensina a trabalhar em equipe, além de aumentar a disciplina e a concentração. E nesse 11 de agosto, Dia do Estudante, nada melhor do que um exemplo bem-sucedido de como a combinação entre ritmo, harmonia e melodia, agradável aos ouvidos, pode transformar a sociedade e melhorar a educação de todo o país.

 

A Escola de Música de Brasília (EMB), considerada uma das melhores em educação musical e profissional da América Latina, está entre as mais conceituadas do mundo. Pública, a instituição fica sob a coordenação da Secretaria de Educação do Distrito Federal e tem como missão ser democrática e atender os mais diversos tipos de alunos.

 

Um dos apaixonados por música é Rafael Medeiros, 11 anos. Estudante de piano desde 2015, ele tem duas aulas por semana e começou a se interessar pela música por influência do pai, Álvaro César de Alencar. “Eu fui aluno da Escola de Música, conhecia o conteúdo pedagógico aplicado, o profissionalismo dos professores, e fiz questão de trazer o Rafael para cá”, conta o pai, orgulhoso.

 

Com o sonho de trabalhar com música erudita, Rafael acredita que as aulas na EMB o ajudaram a se tornar uma criança mais concentrada e disciplinada. “Desde que comecei a estudar piano e canto aqui na Escola de Música, as minhas notas no colégio melhoraram bastante”, afirma o garoto, que cursa o sexto ano do ensino fundamental.

 

Mara Silva, 46, é outra aluna exemplar da Escola de Música de Brasília. A professora de educação física começou a perder a visão em 2013, em decorrência de uma doença chamada retinose pigmentar – hoje, ela só enxerga vultos e algumas luzes –, e usou a música para se readaptar ao mercado de trabalho. “Não consigo deixar a sala de aula. Quando a minha doença se agravou, usei minha experiência com música e passei a trabalhar com musicalização infantil para crianças de quatro e cinco anos”, explica Mara, que começou a tocar violão na EMB, em 2002, depois estudou canto e hoje é aluna de percussão popular da instituição.

 

A EMB funciona também como uma forma de inclusão social. “A música é um alimento para a alma. Aqui eu me sinto muito feliz, como se estivesse em uma praça pública. O ambiente é fantástico, com pessoas de diferentes idades, com diferentes formas de pensar, todos unidos pela música. É realmente uma experiência enriquecedora”, finaliza Mara.

 

Sonho

E não há idade para se estudar música. Prova disso é Lili Leon Gambiem, de 67 anos. Gaúcha de Santo Ângelo (RS), a professora aposentada morava em Porto Alegre e, no ano passado, veio passar uma temporada na casa das filhas, que estudam e trabalham em Brasília. “Tomei conhecimento da EMB em Porto Alegre e, antes de vir, busquei algumas informações sobre a escola. Cheguei, decidi fazer a prova e fui aprovada em meio aos 20 concorrentes a uma das duas vagas no curso de acordeom. Não vou embora mais”, conta Lili, aos risos.

 

Filha de um sanfoneiro, a gaúcha está no meio da música desde criança. Mas os percalços da vida a afastaram dessa paixão e hoje, de volta aos estudos, Lili garante estar vivendo a melhor fase. “Estou realizando um sonho de juventude. Música é vida e poder dividir isso com todos os alunos da EMB tem deixado a minha vida mais leve”.

 

História

Fundada pelo maestro Levino de Alcântara em 11 de março de 1974, a Escola de Música de Brasília é mantida pelo Governo do Distrito Federal, que paga o salário dos 265 professores, e fica sob a coordenação da Secretaria de Educação do Distrito Federal.

 

Desde a inauguração, os alunos da EMB são premiados e homenageados dentro e fora do Brasil. A instituição se tornou o principal centro formador de musicistas na capital. Por lá, passaram artistas como os cantores Ney Matogrosso e Cássia Eller, o bandolinista Hamilton de Holanda, o guitarrista Lula Galvão, o contrabaixista Jorge Helder e o violonista Jaime Ernest Dias.

“Aos poucos, a EMB assumiu o papel de escola musicalizadora, ao receber crianças a partir de 8 anos. O ensino foi estendido a adolescentes e adultos por meio de cursos pré-profissionalizantes”, explica a professora e hoje diretora da EMB, Edilene Abreu. 

 

Os professores dão aulas de matérias básicas, canto e instrumentos para 3.370 alunos nos diversos cursos oferecidos. Localizada na 602 Sul e com uma área construída de 5,5 mil m², a EMB possui 83 salas de aula, duas grandes salas de ensaio reversíveis para apresentação de música de câmera e um teatro com 480 lugares. 

 

Atualmente, a escola oferece formação em todos os instrumentos de orquestra, piano, violão, canto lírico e música popular, além da prática de conjunto, banda, orquestra e canto coral. A unidade oferta cursos de musicalização, pré-profissionalizantes, profissionalizantes, musicografia, musicografia Braille e o Civebra (Curso Internacional de Verão de Brasília). 

 

Por ser a única escola pública do DF a oferecer o ensino de musicalização e profissionalizante em música, a EMB adota dois critérios distintos de admissão: teste de verificação de nível para alunos já musicalizados da rede oficial de ensino ou da comunidade e sorteio para os candidatos não musicalizados provenientes da rede (60% das vagas) e para a comunidade (40% das vagas).