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postado em 21/03/2013 20:02

Dad Squarisi /Correio Braziliense

Recado: “Quem apostou na morte do livro morreu antes.” Zuenir Ventura Nós queremos O Brasil parou. Mais de 30 categorias de servidores públicos bateram pé e cruzaram os braços. Entre elas, a Polícia Federal, a Receita, as universidades. Todos querem revisão de salário. Brasília virou palco das reivindicações. Na Esplanada dos Ministérios, os funcionários fazem passeatas, exibem faixas e anunciam aos quatro ventos o que esperam do governo. Para serem ouvidos nos gabinetes, recorrem a alto-falante. Ninguém sabe se Dilma & cia. põem tampão nos ouvidos. Quem não põe reclama do barulho e da monotonia. A música “Índia da pele morena / sua boca pequena que eu quero beijar” não dá folga. No meio do tumulto, pintou uma dúvida. Qual o plural de alto-falante? É alto-falantes. Alto e bom som Olho vivo! Os grevistas proclamam alto e bom som que não voltam ao trabalho de mãos vazias. Viu? A expressão é alto e bom som. Com ela, o “em” (em alto e bom som) não tem vez. Xô! Xô! Xô! Por falar em greve… Sabia? Greve se chama greve por influência do francês. Os trabalhadores parisienses costumavam se reunir na Place de Grève. Ali faziam de tudo. Protestavam. Apresentavam reivindicações. Os desempregados exibiam os braços cruzados. Em 1803, a praça mudou de nome. Virou Place d´Hôtel-de-Ville. Não deu outra. O substantivo próprio virou comum. E se mantém até hoje. A hora da verdade Ufa! O julgamento do mensalão se aproxima da fase mais emocionante. Depois do festival de acusações e defesas, chegou a hora das sentenças. São 38. Os mensaleiros tremem nas bases. O veredicto não tem meio-termo. É condenação ou absolvição. Enquanto a decisão não vem, vale repetir que uma letra faz a diferença. Muitos trocam o l pelo r. Em vez de absolver, escrevem absorver. Nada feito. A duplinha tem a mesma origem. Vem do latim. Mas não se conhece nem de elevador. Absolver, de absolvere, quer dizer perdoar, remir, inocentar. Absorver, de absorbere, significa consumir, sorver, recolher em si. O dono do r tem família interessante. Entre seus membros, sobressaem absorto e absorvente. Alemanha Que canseira! Há cinco anos, a União Europeia vê despencar o PIB, a produção e os empregos. As teorias conhecidas mostram-se impotentes para dar resposta eficaz ao problema. A crescente deterioração do quadro não acende luz no fim do túnel. A Alemanha, que vem sustentando o bloco, anunciou: “Sou resistente, mas não super-resistente”. Ops! Por que super-resistente se escreve assim, com hífen? Porque o prefixo super é maria vai com as outras. Exige o tracinho em duas ocasiões. Uma: quando seguido de h (super-homem, super-herói, super-história). A outra: quando duas letras iguais se encontram (super-região, super-rico, super-racional). Do mesmo time A regra do super vale para boa parte dos prefixos. Veja: mini-história, anti-histeria, extra-humano, semi-hospitalar, pseudo-herói, extra-habitual, contra-ataque, sub-bloco, micro-ondas, semi-irregular, hiper-rico, inter-racial. No mais, é tudo colado. Assim: supermercado, minicarro, minissaia, internacional, semicírculo, antigripal, pseudomédico, extraconjugal, hipersaudável, microestrutura. Moral da história: No emprego do hífen, os iguais se rejeitam. Xô! Os diferentes se atraem. Vêm! Leitor pergunta Na frase: “Informamos que foram encaminhadas 360 manifestações”, como fica a escrita por extenso do numeral? Emprego-o no masculino ou no feminino ao me referir às manifestações? Evelyne, lugar incerto O numeral concorda com o nome a que se refere: dois livros, duas mesas, trezentas e sessenta manifestações, um milhão de vezes, dois milhões de crianças, dois milhares de declarações.
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