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postado em 27/03/2013 14:43

Dad Squarisi /Correio Braziliense

Mixurucas e exibidas Oba! Vem aí um feriadão. São quatro dias de folga. Alguns dão asas aos pés. Caem no mundo. Outros ficam por aqui. Aproveitam o descanso pra sair da rotina. Um cineminha vai bem. Passeio no parque também. Que tal jogar conversa fora com amigos, familiares ou recém-conhecidos? Seja qual for o programa, vale homenagear o período que permite pôr as pernas pro ar. Use maiúsculas e minúsculas como manda o dicionário. É assim: semana santa, quinta-feira santa, sexta-feira santa, sábado de aleluia escrevem-se com a inicial mixuruca. Páscoa e Sexta-feira da Paixão jogam em outro time. Nomes próprios, grafam-se com a primeira letra pra lá de exibida. Quem pode...pode. Estragos cipriotas Quem diria! Ilhazinha despretensiosa do Mediterrâneo causa estragos. De um lado, balança a União Europeia. A crise dos bancos que fazem a festa dos russos endinheirados afeta os países da zona do euro. De outro, agride a língua portuguesa. Repórteres dizem “o Chipre”, “do Chipre”, “no Chifre”. Bobeiam. Chipre rejeita o artigo. Basta Chipre: Sou de Chipre. Moro em Chipre. Quem nasce em Chipre é cipriota. Como saber? Chipre? O Chipre? Sergipe? O Sergipe? Goiás? O Goiás? Tocantins? O Tocantins? Valha-nos, Deus! Como sair da enrascada? A resposta está no dicionário. Procure o adjetivo pátrio. Preste atenção à definição. Ela diz “natural ou originário…de?” Então, nada de artigo. “Natural ou originário do, da, dos, das?” O artigo pede passagem. Cipriota é o natural de Chipre. Sergipano, de Sergipe. Goiano, de Goiás. Tocantinense, do Tocantins. Estadunidense, dos Estados Unidos. Bahamense, das Bahamas. Assim, diga de boca cheia, com orgulho sem fim: A crise de Chipre derrubou as bolsas europeias. Sergipe se prepara pra semana santa. Paulo nasceu em Goiás, mas o irmão veio ao mundo no Tocantins. Quero visitar Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Lição de Moacyr Scliar “Precisamos reconhecer nossas limitações e trabalhar o texto com dedicação, refazendo-o tantas vezes quantas for necessário, porque escrever é, sobretudo, reescrever.” Três diquinhas Uma pergunta e uma resposta valem ouro. Ensinam três lições simples, mas capazes de causar boa impressão e garantir pontos em provas, em promoções, em disputas amorosas. Ei-las: — Que horas são? — É meio-dia e meia. Dica 1: Meio-dia se escreve assim — com hífen. Meia-noite também. Dica 2: Meia concorda com hora — meio-dia e meia (hora). Dica 3: A pergunta usa o verbo no plural (Que horas são?). A resposta, no singular (É meio-dia e meia.). Por quê? O verbo concorda com o numeral: É zero hora. É meio-dia. É uma hora. É meia-noite. São duas horas. São oito horas. Leitor pergunta Sou fã do Manhattan Connection. O programa de domingo foi um show. A equipe comemorou duas décadas de sucesso. Retrospectiva, concurso da melhor frase, muitos risos e gargalhadas. Bem-humorado, Lucas soltou esta: “Fazem 20 anos que estamos no ar”. Pisou a concordância, não? Clarice Lucas, BH Pisou. No entusiasmo, ele esqueceu pormenor pra lá de importante. O verbo fazer, na indicação de tempo, é impessoal. Sem sujeito, só se flexiona na terceira pessoa do singular: Faz 20 anos que este programa está no ar. Ontem fez 30 anos que viajei para a Europa. Faz 10 minutos que cheguei aqui.
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