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Alunos participam de projeto de pesquisa em escola do Acre

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postado em 09/08/2013 10:28 / atualizado em 09/08/2013 10:37

A Escola Estadual Raimundo Gomes de Oliveira, em Rio Branco, Acre, desenvolve, desde 2009, o projeto Leitura de Mundo, com a participação de aproximadamente mil alunos em turmas do quinto ao nono ano do ensino fundamental e da educação de jovens e adultos. Uma biblioteca e um laboratório de informática auxiliam os estudantes nas pesquisas e leituras.

A cada edição, um novo tema é abordado — a escolha é feita por toda a comunidade escolar no início do ano letivo. Como o projeto é interdisciplinar, cada professor desenvolve, dentro de sua área de conhecimento, um miniprojeto, orientado pelo principal. As atividades são realizadas no decorrer do primeiro semestre letivo. O primeiro tema tratado foi Uma Chuva de Ideias. Em 2010, Uma Visão Afro; em 2011, Viajando pelo Acre; em 2012, Meu Brasil Brasileiro; este ano, Tour pela América do Sul.

“Temos como objetivo compreender a ‘leitura de mundo’, não como ferramenta de decodificação de palavras, mas como processo de interpretação do ambiente social que permeia a raça humana, aprendendo novos conceitos através da pesquisa, análise e socialização das informações”, explica o diretor da escola, Osleno Freitas da Silva. Segundo ele, conhecer os diversos países que formam a América da Sul por meio de pesquisa, na perspectiva de todas as disciplinas que compõem o currículo escolar, e valorizar a cultura latino-americana são alguns dos objetivos específicos do projeto deste ano. Levar a família à escola para compartilhar os resultados das pesquisas e divulgar entra as unidades de ensino próximas os trabalhos confeccionados ao longo do projeto são outros objetivos.

“Os pais dos alunos são parceiros e apoiam os filhos na execução das atividades”, destaca o diretor. “Contamos também com a participação efetiva de todos os funcionários de apoio, como zelador, porteiro e merendeira.”

Para a finalização do projeto, durante feira interdisciplinar, a escola conta com o apoio de uma igreja, que fornece os equipamentos de som. “Grandes mudanças no aprendizado têm influenciado a autoestima e o comportamento dos alunos, principalmente os de educação de jovens e adultos e aqueles com necessidades educacionais especiais”, salienta Osleno, que tem graduação em educação física e pós- graduação em psicopedagogia. “Esses estudantes fazem questão de participar efetivamente de todas as atividades e da apresentação nos estandes.”

Unidade — Na visão da professora de língua portuguesa Christia Monteiro da Rocha, que está há 19 anos no magistério, é incrível a unidade do corpo escolar nos preparativos e na finalização do projeto. Formada em letras, com especialização em psicopedagogia, Christia leciona a uma turma do sétimo ano e a quatro do nono. “Toda a escola trabalha em equipe, sempre auxiliando, dentro das possibilidades, uns aos outros para que os objetivos sejam alcançados com êxito”, afirma.

A professora Carla Eliane, que leciona língua portuguesa a turmas do sexto ano, revela que suas principais atividades estão voltadas para a leitura, compreensão, interpretação e produção de textos, bem como para a pesquisa. “A construção do conhecimento acontece, gradativamente, com a orientação do professor, dentro e fora da sala de aula”, diz a professora, formada em letras e há 15 anos no magistério.

As atividades incluem visitas pedagógicas a museus, parques ecológicos e pontos turísticos na própria cidade e em municípios vizinhos, como Bujari, Sena Madureira e Plácido de Castro. Encontros com escritores e personalidades que de alguma forma contribuem para o processo também fazem parte dos trabalhos.

A finalização do projeto é aguardada com expectativa pela comunidade escolar. O evento envolve exposição de material produzido, apresentações de danças típicas, peças teatrais e declamação de poemas, entre outras atividades. “Com a realização do projeto Leitura de Mundo, conseguimos interação total, com muito respeito e unidade entre os estudantes e, principalmente, a participação efetiva dos nossos alunos com necessidades educacionais especiais”, destaca Carla Eliane.


Saiba mais no Jornal do Professor e no blogue da EE Raimundo Gomes de Oliveira

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