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Dicas de português

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postado em 07/05/2014 14:00

Dad Squarisi /Correio Braziliense

Recado
“A leitura nos conecta com o mundo.”
Lucília Garcez

 


Loucuras verde-amarelas
O Brasil enlouqueceu? Não. Mas há comportamentos muito doidos. Valem dois exemplos. Um vem de Recife. No Estádio Arruda, vaso sanitário voa e mata torcedor que tira foto da torcida. O outro, do Guarujá: justiceiros lincham dona de casa. Por quê? Confundem-na com retrato falado de sequestradora de crianças. Simples assim.

Além de indignação e protestos, os crimes suscitaram dúvidas. Uma sobre grafia. Voa tem acento? Não. A dissílaba joga no time de pessoa, perdoa, abençoa, coroa. Em todas aparece o hiato o/a. Ele é irmãozinho de o/o (voo, coroo, abençoo, coroo). A família tem um denominador comum —adora a leveza. Anda livre e solta, sem lenço e sem documento.

Outra questão: qual a origem da palavra linchar? O vocábulo deriva de nome de pessoa. William Lynch, lá por 1.776, criou tribunal pra lá de cruel. Sem julgamento sério, condenava criminosos a morte por enforcamento. A Lei de Lynch fez escola e ganhou adeptos. Grupo de pessoas sente-se no direito de fazer justiça com as próprias. Mata antes, pergunta depois. É a barbárie. Valha-nos, Deus!


É só escolher
Recife? O Recife? Tanto faz. Os pernambucanos fazem questão do artigo. Os demais brasileiros dispensam-no. Resultado: é acertar ou acertar.


Saída e entrada
O Brasil abriu as fronteiras para os haitianos expulsos pela pobreza. Dá-lhes abrigo, comida e autorização para trabalhar. A movimentação dos novos moradores vira notícia. Fala-se em emigração e imigração. Olho vivo. Uma letra faz a diferença. O ato de sair do país é emigrar. O de entrar, imigrar: Ao emigrar, Jean chorou muito. Deixava pra trás a família, os amigos, a história. Como imigrante, tem esperança de reaver as perdas.


Colaboração
“Uma senhorita do Piauí (de Redenção do Gurgueia) me informa: lá, destriscar é cair fora, sair. (Para mim, triscar é tirar lasca, mas um Aurélio dos anos 70 me diz que é roçar de leve.) A moça de Redenção acrescenta: gaitada é gargalhada. Me espanto, mas uma gaúcha ao lado observa: ‘Na fronteira é igual, gaitada é gargalhada’. Segue a piauiense: e atentar é provocar, espicaçar, fazer pirraça. Menino atentado vive provocando os outros. Confirma uma mineira de Patos: ‘Lá é o mesmo, se usa muito atentado nesse sentido’. E uma niteroiense: `Sim, uso familiar, já conhecia. E eu nunca ouvi nada disso no Rio e certamente não na Globo. Eta Brasil das novelas, aquele visto da Zona Sul do Rio’”. (Roldão Simas Filho)


Leitor pergunta
Na prova da Secult-DF, havia uma questão sobre a espinhosa crase. A questão 2 de português afirma que em "à época" o uso do acento é obrigatório. Não será facultativo?

Daniel Lacerda, Brasília

Trata-se, Daniel, de locução adverbial formada por palavra feminina. Joga no time de à noite, à tarde, à meia-noite, às 14h. O grampinho é obrigatório.

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Tenho uma dívida quanto à flexão do verbo haver. Há de existir dias melhores? Hão de existir dias melhores? Sei que, em locução verbal, o verbo principal é o segundo e se mantém no infinitivo. O auxiliar se flexiona concordando com o sujeito. Existe sujeito nessa frase?

Fernando Cavalcanti, Olinda

No seu exemplo, haver é verbo auxiliar. Flexiona-se em todas as pessoas (hei de estudar, há de estudar, havemos de estudar, hão de estudar). Basta mudar a ordem para descobrir o sujeito. Veja: Dias melhores hão de existir. Hão de existir dias melhores.
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