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postado em 18/06/2014 10:25 / atualizado em 18/06/2014 10:26

Dad Squarisi /Correio Braziliense

Recado
“A literatura é a expressão da sociedade como a palavra é a expressão do homem.”
Louis de Bonald

 

Regras de ouro do estilo (2)
Quem quer? Todos querem emprego público. A concorrência cresce dia a dia. Muitos viraram profissionais de disputas. São os concurseiros. Eles sabem que não basta estudar o conteúdo de ponta a ponta. Boa parte dos candidatos o faz. Impõe-se sobressair. É aí que entra a redação. O texto tem a palavra final: diz quem entra e quem fica de fora.

A coluna dá uma ajudinha à turma pra lá de esforçada. Oferece dicas que tornam o estilo claro, ágil e prazeroso. Três regras de ouro sintetizam o caminho a ser percorrido pra concretizar o sonho. Uma: menor é melhor. Outra: menos é mais. A última, tão importante quanto: variar pra agradar. Na coluna anterior, começamos a desvendar os mistérios da primeira norma. Continuemos.


Menor é melhor
Palavras curtas são preferíveis às longas. Palavras simples, às pomposas. Essa foi a primeira dica (tratada na coluna anterior). Os períodos também entram na jogada. A frase curta tem duas vantagens. De um lado, diminui o número de erros. De outro, torna o texto mais claro. Clareza, vale lembrar, é a maior qualidade do estilo.


Frase curta
Como fugir das frases que se perdem no caminho? Vinicius de Moraes deu a receita. “Uma frase longa”, escreveu ele, “não é nada mais que duas curtas.” Eureca! Desmembre as compridonas. Use ponto.

1. Casse o gerúndio
Alunos recém-aprovados no vestibular entrarão na universidade no próximo semestre podendo, se forem estudiosos, acabar o curso em quatro anos, fazendo, em seguida, um curso de pós-graduação.

Com um chega pra lá no gerúndio, o período fica assim:

Alunos recém-aprovados no vestibular entrarão na universidade no próximo semestre. Se forem estudiosos, poderão acabar o curso em quatro anos e fazer, em seguida, uma pós-graduação.

2. Use ponto
Os dois times prometiam partida emocionante na decisão de um dos campeonatos mais disputados dos últimos anos, mas o tumulto das arquibancadas pôs fim à expectativa dos torcedores de assistir a belo espetáculo.

Vamos separar as orações coordenadas? Com o ponto, dá pra respirar fundo:

Os dois times prometiam partida emocionante na decisão de um dos campeonato mais disputados dos últimos anos. Mas o tumulto das arquibancadas pôs fim à expectativa dos torcedores de assistir a belo espetáculo.

Cheguei atrasada à reunião porque, com a chuva, os semáforos se apagaram e o trânsito ficou pra lá de congestionado.

Que tal expulsar a conjunção? Sem ela, podemos tornar o período mais animado. Quer ver?

Cheguei atrasada à reunião. Com a chuva, os semáforos se apagaram e o trânsito ficou pra lá de congestionado.

Cheguei atrasada à reunião. Sabe por quê? Com a chuva, os semáforos se apagaram e o trânsito ficou pra lá de congestionado.

Por que cheguei atrasada à reunião? Com a chuva, os semáforos se apagaram e o trânsito ficou pra lá de congestionado.


Leitor pergunta
Abaixo ou a baixo? A pronúncia é a mesma. Mas a grafia varia. Quando usar uma forma ou outra?

Mônica Cavalheiro, Recife

A baixotem uso bem limitado. A duplinha tem vez em frases como esta: Olhou-a de alto a baixo. A cortina rasgou-se de alto a baixo. O examinador a observou de cima a baixo.

Abaixo é o contrário de acima: A obra veio abaixo. A correnteza levava o barco rio abaixo. A temperatura está abaixo de zero.
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