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Biblioteca em recuperação

Começou ontem reforma da unidade Demonstrativa, três meses depois da interdição do espaço pela Defesa Civil. A empresa contratada terá 120 dias para concluir a obra, que custará aos cofres públicos quase R$ 800 mil

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postado em 08/08/2014 12:49

Mariana Laboissière

Na interdição, os usuários deram um abraço simbólico na biblioteca (Carlos Vieira/CB/D.A Press) 
Na interdição, os usuários deram um abraço simbólico na biblioteca

Há três meses fechada para o público, sem qualquer tipo de intervenção, a Biblioteca Demonstrativa de Brasília, tradicional ponto de estudos do Plano Piloto, localizada na Entrequadra 506/507 Sul, recebeu, ontem, a primeira equipe encarregada das obras de reforma do local, interditado desde 6 de maio pela Defesa Civil, após a inspeção que constatou problemas na estrutura do prédio. Entre 700 e 1,2 mil pessoas frequentavam o espaço diariamente. O fechamento da biblioteca, na época, revoltou os usuários, que pediam celeridade na solução do problema e fixaram cartazes de protesto na porta do edifício.

No início da tarde de ontem, foi instalado um canteiro de obras na entrada do espaço para garantir o escoramento da marquise, que ameaçava desabar. Posteriormente, como prevê o contrato emergencial, será realizada a troca do reservatório de água e a reforma da rede elétrica do prédio. A empresa contratada pela Fundação Biblioteca Nacional, com sede no Rio de Janeiro e responsável por administrar o espaço, tem 180 dias para concluir os reparos, orçados em R$ 794.094, No entanto, há a possibilidade de uma desinterdição parcial ao longo da obra, como explica a coordenadora substituta da Biblioteca Demonstrativa de Brasília, Lúcia de Oliveira Silva.

“Desde então, usuários e servidores não podem entrar no prédio, mas a Defesa Civil levantou a possibilidade de voltarmos às atividades de acordo com a conclusão de algumas etapas da obra”, disse Lúcia. Os cerca de 50 servidores foram dispensados desde o fechamento do espaço. Apenas o serviço de devolução de livros foi mantido. Os exemplares são recebidos diariamente pela lateral do prédio. Cerca de 2,5 mil obras entregues por usuários estão pendentes de registro (baixa) no sistema.

Servidores ouvidos pelo Correio criticaram a demora para o início da reforma. “Não entendemos por que levou tanto tempo para uma definição, sendo que se trata de um contrato emergencial (com dispensa licitação)”, ponderou a analista de sistemas Georgina Marinho, 56 anos. “Só queremos a reabertura do espaço para prestar o melhor serviço à população, pois, desde então, estamos parados”, completou a orientadora Maria Leite, 52 anos. A bibliotecária Carolina Perdigão, 35 anos, foi além: “Há uma reforma maior que pleitemos e já conversamos com alguns políticos que sinalizaram com uma reestruturação da biblioteca para 2016. A ideia é de que ela realmente se torne um ambiente modelo e devidamente modernizado no futuro”.

O Ministério da Cultura, por meio da assessoria de imprensa, justificou a demora para início das obras sob a alegação de que a Fundação Biblioteca Nacional somente recebeu o laudo de interdição com os problemas e os reparos que teriam que ser feitos em 26 de maio. Em nota, explicou: “Assim que recebeu o laudo da Defesa Civil, a Fundação deu início ao processo para contratação da empresa responsável pelas obras. Esse processo incluiu desde o pedido de complementação do laudo da Defesa Civil até a autorização para a dispensa de licitação, diante do caráter emergencial da obra”.

A intervenção autorizada no Diário Oficial da União não contempla a demanda por troca de aparelhos de ar condicionado, da década de 1990. Há alguns anos eles estão sem manutenção e são motivo de reclamação dos usuários do espaço.
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