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Dia da Alfabetização

Ler e escrever estimula criança a realizar novas tarefas

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postado em 08/09/2016 18:44

Portal MEC /MEC

 

Neste 8 de setembro comemora-se o Dia Internacional da Alfabetização. A data foi criada há 50 anos pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) e tem como objetivo o fomento ao letramento em todo o mundo. Nesse meio século, houve uma redução de 25% de jovens e adultos analfabetos, mas há muito a se fazer: ainda há 758 milhões de adultos que não sabem ler e escrever. Desses, 13 milhões são brasileiros.

 

O ministro da Educação, Mendonça Filho, expressou preocupação com o número e garantiu seguimento nos programas de governo pensados para sanar essa dificuldade. “A gente tem que mobilizar a sociedade brasileira para garantir uma alfabetização de qualidade para as crianças, mas também assegurar o acesso ao letramento para jovens e adultos. Uma criança que não é alfabetizada tem o futuro comprometido”, afirmou.

 

No dia a dia das escolas, experiências compartilhadas entre professores e alunos mostram o quanto essa mobilização em prol da alfabetização é importante. Um exemplo é a história de Brian Dimitri, de sete anos de idade, estudante da Escola Classe 410 de Samambaia, no Distrito Federal, que teve a vida transformada pela leitura. O garoto passou a ler histórias para a irmã caçula, de um ano, e também assumiu a função de ajudante na cozinha: leu e fez uma receita de bolo de milho com a mãe. “Eu sei ler e escrever de tudo! Já fiz até um poema”, comemora o garoto.

 

O gosto pela leitura estimula Brian a seguir estudando. Ele conta que adora escrever os nomes dos animais, embora ainda confunda se a palavra “raposa” deve ser escrita com S ou com Z. O menino sonha em estudar insetos quando crescer. Para a professora que o alfabetizou, Isabel Cristina Campos de Andrade, 41 anos, é uma alegria imensa saber que a leitura leva crianças a sonharem com uma formação. “É um sentimento de realização, de dever cumprido, de que a escola cumpriu com sua função social”, comenta.

 

Há duas décadas no magistério, sendo a última voltada exclusivamente à alfabetização de crianças, Isabel avalia que o primeiro passo para atuar nessa função é acreditar na capacidade dos alunos. “O processo de alfabetizar é, em primeiro lugar, acreditar nas crianças. Todas têm potencial para aprender. A alfabetização tem que ter um contexto social; precisamos saber como as crianças vão usar o letramento na vida delas”, afirma.

 

Isabel também trabalhou na educação de jovens e adultos, durante dois anos. “Foi uma experiência valiosa. Eu vi que da mesma forma que uma criança passa por todo um processo de alfabetização, por todo um aprendizado, o adulto também”, lembra.

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