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A literatura entra em campo

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Helio Montferre
O dia nublado e a chuva na manhã de ontem não impediram que bastante gente saísse de casa e fosse para o Estádio Nacional Mané Garrincha. O motivo, desta vez, não era o futebol, mas a literatura. A 3ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que começou na sexta-feira, oferece opções de palestras, debates e encontros entre escritores e editoras até 30 de outubro.

Cerca de 170 expositores, que vão de editoras grandes até casas pouco conhecidas, estão na Bienal. Religião, filosofia, ficção, quadrinhos: há opções para todos os gostos e para todos os bolsos. Muitos estandes vendem livros com preços promocionais.

Em Brasília há três anos, os maranhenses Johnata Matos, 31 anos, e Roniel Dias Lima, 23, aproveitaram os descontos para levar muitos livros para casa. Mesmo com sacolas cheias, os dois brincaram que estavam só começando e disseram que a Bienal é um dos eventos mais aguardados por eles. “Estivemos na última edição e voltamos nesta. Poderia ser realizada umas duas vezes por ano”, brinca o enfermeiro e professor Johnata.

Os dois elogiaram a estrutura montada no Mané Garrincha, com as bancas e arenas ocupando o anel externo do estádio. “É um espaço muito mais amplo, ficou muito organizado. Bem melhor do que na Esplanada”, disse Johnata. Técnico em enfermagem, Roniel destacou também o envolvimento das pessoas e o incentivo à leitura que o evento promove. “É um clima muito bom, em que você descobre novas coisas, é muito enriquecedor.”

Operador de telemarketing, Pablo Rafael, 22 anos, aproveitou a folga ontem para visitar as bancas de expositores e assistir a palestras. Apesar de acreditar que o espaço maior do Mané Garrincha deixou a impressão de que a Bienal estava mais vazia, Pablo destacou a importância de assistir a debates e a palestras de escritores. “É muito bom poder ver o que eles falam, saber como pensam. A gente já tem a oportunidade de ler as obras desses autores e agora pode conhecê-los”, explicou. Ontem, os escritores Maria Valéria Rezende, Mário e Antônio Prata, o jornalista Leonardo Sakamoto, e os pensadores Leandro Karnal e Márcia Tiburi foram destaques da programação.

Criançada

Além da programação para os adultos, a Bienal também reserva espaço para os pequenos. Teatros, estandes, contação de histórias, por exemplo, são algumas das opções para a criançada. O pedagogo Ricardo Antônio da Silva, 40 anos, levou a filha Isabela, 4 anos, para conhecer o espaço.

Fantasiada da personagem Emília, do Sítio do picapau amarelo, Isabela aproveitou com animação o teatro e a variedade de obras para os pequenos. Ricardo conta que comprou livros para a filha e valoriza a importância da Bienal para incentivar a menina a ler. “É muito interessante, um ambiente muito bom para as crianças e ajuda muito a incentivá-las também”, observa.

Leia mais sobre a Bienal na capa do Diversão & Arte

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