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Correio Braziliense

TAGUAPARQUE

Feira de livros ajuda a economizar no material escolar

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postado em 16/01/2017 21:35 / atualizado em 02/03/2017 20:15

Paula Pires

A compra dos livros didáticos solicitados pelas escolas nas listas de material costuma pesar no orçamento familiar no início do ano. Uma solução mais econômica e sustentável é o ptar por exemplares usados uma economia no bolso que pode passar de 80%. Ontem pela manhã, cerca de 100 pais e comerciantes se reuniram no Taguaparque numa feira de troca e venda organizada pelas redes sociais. Ao lado da administração do local, expuseram os produtos e, à procura de bons negócios na aquisição das obras, grande parte dos compradores caminhava com a relação de ma- terial escolar em mãos.

A comerciária Dirciara Albuquerque, 49 anos, saiu do evento carregando uma sacola com quatro livros usados para o filho, que cursará o 7º ano do ensino fundamental. “Consegui fazer uma boa economia”, garantiu. A pro- fissional autônoma Luciana Araújo Miranda Silva, 43, tam- bém economizou. Pelos cálculos dela, toda a lista de material do filho, que vai para o 9º ano do ensino fundamental, custaria R$ 2.874 em uma papelaria. “Fize- mos uma feira de troca de livros no colégio dele em dezembro passado. Consegui fazer um escambo. Troquei os livros usados do meu filho no ano passado pedelos que ele vai usar neste ano. Faltaram apenas quatro. Vou tentar adquirilos nesta feira e a minha previsão é de gastar ape- nas R$ 200”, afirmou.

O evento de troca e venda de livros atraiu a dona de casa Creu- za Laurinda, 47, que participou pela primeira vez de uma feira desse tipo. “O grupo de pais de alunos do colégio onde meu filho estuda me enviou um link a res- peito do evento e vim participar. Trouxe os livros de literatura e gramática e espero vender todos para ajudar na compra do mate- rial deste ano.”

A secretária escolar Renata Fitermanm, 35, também soube da feira por um grupo no aplicativo de mensagens WhatsApp. “Comprei o livro didático de his- tória por R$ 50. Esse mesmo exemplar novo, na livraria, custa hoje R$ 170. Portanto, consegui fazer uma boa economia, com- prando material de boa qualida-de e com um custo infinitamente menor”, esclareceu. A compra de livros usados já é um hábito para a servidora pública Wilma dos Santos, 47. “Além de econo- mizar, existe a consciência da reutilização. Trata-se de uma questão socioambiental importante”, avaliou.

Uma das barracas mais pro-curadas era a do empreende- dor Francisco de Assis Guedes, 47, dono de um sebo itinerante. “Há 10 anos trabalho nesse ramo. Com preço bom e ven- dendo livros usados bem cui- dados, conquistei a confiança de muitos clientes. E ainda consigo livros que estão em falta no mercado”, garantiu.

Solidariedade
A professora aposentada e voluntária na mediação de leitura no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), Marlúcia dos Santos, 54, não estava à procura de material escolar. Ela fez ques- tão de assuntar não só pelos preços, como também levantar quais livros poderiam agradar o seu público. “Como faço a leitu- ra para crianças que estão inter- nadas e em recuperação, procuro histórias que sejam leves, ale- gres, com humor. Nas feiras de livros usados, sempre consigo fazer bons negócios”, revelou.