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Professores da UnB entram em greve a partir de segunda-feira (21/5)

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postado em 18/05/2012 08:00

Mariana Niederauer

Em assembleia na manhã desta sexta-feira (18/5), os professores da Universidade de Brasília (UnB) aprovaram, por ampla maioria, o início da paralisação para a próxima segunda-feira (21). Com a aprovação da greve, a universidade passa a fazer parte da lista das 33 instituições de ensino superior que aderiram ao movimento nacional convocado pela Associação Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) no último sábado (12). A principal reivindicação é a reestruturação do plano de carreira, discutida com o governo federal no ano passado.

O início da assembleia estava previsto para as 9h30, mas houve atraso de meia hora. Os professores chegaram aos poucos e ao fim da votação eram mais de 120 presentes. Um dos primeiros a falar foi o vice-presidente da Andes, Luiz Henrique Schuch. Ele deu um panorama das greves em outras universidades federais e disse que esse é o momento certo para iniciar o movimento. Mais de dez participantes pediram a palavra durante a assembleia. Apenas um professor falou contra a greve.

Confira a lista das federais que aderiram à greve nacional de professores

Em entrevista ao Eu, Estudante na última quarta-feira (16/5), quando o indicativo de greve foi votado, o presidente da Associação dos Docentes da UnB (Adunb), Ebnezer Nogueira, disse que o reajuste de 4% garantido na Medida Provisória (MP) 568, assinada pela presidente Dilma Rousseff em 11 de maio, foi aceito pelos docentes. Ele considera, porém, que a negociação do plano de carreira era outro ponto importante da pauta de reivindicações negociada no ano passado e precisa ser atendido. “O governo reestruturou todas as carreiras, menos a dos professores universitários. É uma carreira de 1987”, disse.


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Servidores técnicos-administrativos da UnB participaram de marcha no Eixo Monumental nesta quinta-feira (17/5)


Técnicos
Os servidores técnico-administrativos da UnB também ameaçam parar no próximo mês. A MP editada pelo governo federal na última semana não garante o reajuste que eles pedem. Uma das principais reivindicações da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) é o reajuste salarial de 22%, com reposição da inflação de 2010 e 2011. O prazo máximo definido pela Fasubra para a negociação com o governo é 31 de maio. Se as reivindicações não forem atendidas, os servidores ameaçam deflagrar greve geral.

Os servidores da UnB participaram de uma marcha na Esplanada dos Ministério na quinta-feira (17) para apoiar o movimento da Fasubra. Eles também buscam a flexibilização da jornada de trabalho para seis horas diárias e aguardam a realização do plebiscito marcado para 29, 30 e 31 maio para decidir sobre a paridade dos votos na eleição para reitor da universidade este ano.
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