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44 instituições federais aderiram à greve dos professores

Na UnB, estudantes e servidores técnico-administrativos se reúnem amanhã para avaliar possibilidade de greve

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postado em 23/05/2012 19:44

O Sindicato Nacional da Associação dos Docentes de Ensino Superior (Andes-SN) atualizou a lista de insitituições que aderiram à greve nacional de professores. Já são 44 instituições federais e 48 seções sindicais em greve. Na tarde desta quarta-feira (23/5) o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, concedeu entrevista coletiva onde avaliou que não há motivo para uma greve de professores nesse momento e fez um apelo para que os docentes reconsiderem a permanência da paralisação

Um dos delegados do comando de greve do Andes-SN, Billy Graeff, disse que a Andes ainda não tem uma posição sobre as declarações do ministro. “Ainda vamos avaliar o que o ministro falou”, disse Graeff, que é professor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

A Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre (Anel) divulgou ontem (22/5) uma nota de apoio à greve nacional de professores de instituições de ensino superior federais. No comunicado, a Anel convoca os estudantes das universidades federais a fazerem uma paralisação discente.

Visão divergente
O presidente da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), Eduardo Rolim de Oliveira, afirma que a visão do Proifes não condiz com a greve instaurada no momento. “O Proifes não se decidiu pela greve”, disse.

“O Proifes considera que greves devem acontecer em dois momentos: quando o Governo não está aberto a negociação e quando o Governo é intransigente durante as negociações”, explicou Eduardo. Ele afirma que nenhuma das duas situações acontecem no momento: “Estamos agora em pleno processo de negociação, uma greve não é indicada”.

UnB
A delegada da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (Adunb) no comando nacional de greve do Andes, Valdenízia Peixoto, acredita que o número de professores que apoiam a paralisação na UnB está crescendo. Segundo ela, na assembleia de ontem (22/5), 408 professores assinaram a lista de presença. Desses, cerca de oito votaram contra a manutenção da greve. “O fluxo de transeuntes e carros na UnB hoje foi muito menor, o que mostra que mais educadores aderiram. No meu departamento mesmo [Serviço Social] está tudo parado”, afirma.

O professor do Departamento de Filosofia e integrante do comando local de greve da Adunb Rodrigo Dantas afirma que a greve está se instalando pouco a pouco. "Há reuniões em diversos departamentos para decidir que atividades param ou não.” Ele obseva que alguns departamentos e professores podem não aderir, mas serão minoria.

Os professores pediram hoje ao Conselho Universitário (Consuni) e ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) a suspensão do calendário acadêmico. O Cepe fará uma reunião na quinta-feira da semana que vem para definir sua posição. O Consuni também deve divulgar parecer na próxima semana.

Rodrigo Dantas explica que, com a suspensão do calendário acadêmico, os professores que não aderiram à greve são obrigados a parar de dar aulas também. “Fora do calendário acadêmico, as aulas não têm validade”.

Além dos profesores, alunos e servidores técnico-administrativos também avaliam a possibilidade de greve. Os servidores se reunirão em assembleia amanhã às 9h30 na Praça Chico Mendes e os alunos estarão reunidos às 12h no Ceubinho.
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