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Saúde

Tratamento para professores com síndrome de burnout

Projeto de lei está em tramitação na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Na rede estadual, quase metade dos educadores afastados de sala de aula tinham problemas emocionais

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postado em 13/06/2012 08:00 / atualizado em 11/08/2012 12:32

Diário de Pernambuco

Teresa Maia

Primeiro o Rio de Janeiro, depois Goiás, agora Pernambuco. As estatísticas sobre problemas psicológicos enfrentados pelos professores de escolas públicas estão mobilizando as assembleias legislativas e obrigando os governos a cuidar da saúde mental dos seus educadores por força da lei. Seguindo o exemplo do deputado carioca Alcides Rolim (PT), o também petista Sérgio Leite apresentou o projeto de lei nº 958 / 2012. A proposição obriga o governo de Pernambuco a implementar um programa de prevenção e tratamento dos educadores diagnosticados com a síndrome de burnout.

Exaustão mental e emocional, fadiga, depressão, diminuição do desempenho no trabalho, edurecimento afetivo, falta de envolvimento com as tarefas que desempenha. E tudo isso sem que a pessoa tivesse qualquer distúrbio psicopatológico anterior. Mais: os sintomas estão sempre relacionados à atividade profissional. “O trabalho pode adoecer qualquer pessoa, seja por causa de um chefe exigente e agressivo, um colega, um ambiente estressante ou mesmo o excesso de trabalho. Não precisa ser um emprego perigoso”, disse a psicóloga cognitivo-comportamental Beneria Donato.

 “O vandalismo, os ataques a professores, as violências entre alunos, a situação precária das escolas, a falta de valorização do profissional da educação, baixo salário e não reconhecimento resultam em condições degradantes, fazendo com que o educador entre para o caminho mais inconveniente do esgotamento emocional”, resume a justificativa do projeto de lei carioca.

Caso o projeto pernambucano vire lei, o governo estadual terá que, gradualmente, ampliar a avaliação médica dos educadores da rede estadual no momento do ingresso ou quando houver necessidade. Além disso, será necessário oferecer acompanhamento por equipe composta por psiquiatras e psicólogos. Campanhas sobre a síndrome e ações para promover a saúde emocional do educador também estão previstas. A proposta entrou em tramitação no último dia 6 e ainda precisa passar pelas comissões de Educação, Saúde, Administração, Justiça e Finanças, antes de ir a plenário. Quase metade dos professores da rede estadual afastados de sala de aula e realocados em outra função entre janeiro de 2010 e junho de 2012 apresentavam problemas emocionais.

 

 

 

 

 

 

 

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