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Professores mantêm paralisação

Em assembleia na tarde de ontem, docentes da Universidade de Brasília recusaram proposta dos ministérios do Planejamento e da Educação. Greve completa 60 dias amanhã

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postado em 19/07/2012 10:04

Taís Braga , Mariana Niederauer

Os professores da Universidade de Brasília (UnB) decidiram manter a greve na instituição após assembleia geral convocada pela Associação dos Docentes da UnB (ADUnB) na tarde de ontem. Por unanimidade, os 208 docentes presentes no encontro votaram pela a manutenção da paralisação, que amanhã completa dois meses. A categoria rejeitou integralmente a proposta apresentada, na última sexta-feira, pelos ministérios do Planejamento e da Educação.

Pelo menos outras 15 universidades federais do país também se pronunciaram favoráveis à continuação do movimento. Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), 57 das 59 instituições de ensino superior aderiram à greve. Neste fim de semana, a entidade fará um balanço da discussão de todas as universidades para preparar uma resposta à primeira proposta do Executivo Federal. A próxima reunião dos docentes da UnB está marcada para o dia 26.

A presidente do sindicato, Marinalva Oliveira, afirma que o reajuste salarial anunciado pelo governo não atende as reivindicações da categoria. “O comando nacional da greve e a diretoria do Andes-SN reprovaram a última proposta oferecida pelo governo, após análises técnicas e jurídicas. O documento impõe uma série de barreiras, entre elas a do professor chegar ao topo da carreira”, declarou ela. Segundo Marinalva, o reajuste salarial de 45% anunciado pelas duas pastas, que se estenderá até 2015, atingirá apenas 5% dos professores de cada universidade.

Sem acordo

Mesmo com a rejeição da proposta do governo, os docentes se dizem dispostos a negociar. “Queremos e estamos abertos a negociações. Esperamos que o governo tenha a sensibilidade de entender que essa proposta atende somente a um conjunto muito pequeno da categoria”, afirmou o presidente da ADUnB, Rafael Morgado.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB acredita que “já passou da hora de os professores e o governo entrarem em acordo”. “Apesar de a gente apoiar a causa, pois os professores precisam de um plano de carreira, acho que está no momento dos ministérios se sentarem com o sindicato e se acertarem”, disse coordenador-geral do grupo, Octávio Torres.

Grevistas da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), coordenados pelo Comando Nacional de Greve (CNG), bloquearam, durante a manhã de ontem, todas as entradas do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão.

Reivindicações

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) protocolou,
em fevereiro, a seguinte proposta para Plano
de Carreira do
professor universitário:

» Carreira dividida em
13 níveis e aumento salarial de 5% em
cada um.

» Como os contratos variam entre 20, 40 e
40 horas com dedicação exclusiva (DE), a proposta é de 100% de acréscimo para o regime 40 horas e de 210%, aos docentes com dedicação exclusiva.

» Os níveis de especialização também seriam mais bem remunerados e cumulativos. O professor com mestrado receberia 37,5% a mais e
doutores, 75%.

» A proposta leva em consideração o salário mínimo base do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que em março era de R$ 2.295,58. Um doutor em dedicação exclusiva teria salário inicial de R$ 12.453,52 e teto de R$ 22.364,74.
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