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Professores de nove universidades rejeitam nova proposta do governo

Onze sindicatos fizeram assembleias para avaliar o reajuste salarial e a reestruturação de carreiras propostos pelo governo na terça-feira

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postado em 27/07/2012 17:57

Agência UnB

Nesta quinta-feira, professores de universidades de todo o país começaram a avaliar a proposta do governo federal para aumento de salário e reestruturação da carreira. Nove assembleias rejeitaram a oferta. Dessas, quatro são de universidades do Sudeste, quatro do Nordeste e três do Sul. Nas universidades federais do Mato Grosso do Sul (UFMS) e de São Carlos (UFSCar), os docentes grevistas resolveram aceitar a proposta (veja lista completa abaixo). Os professores da Universidade de Brasília decidirão na próxima segunda-feira, 30, se aceitam o reajuste oferecido na última terça-feira. A assembleia será às 15h, no anfiteatro 12 do Instituto Central de Ciências (ICC). A próxima reunião do Comando Nacional de Greve com o governo acontecerá na próxima quarta-feira.

Os professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) decidiram rejeitar por unanimidade a proposta. A associação dos docentes é filiada ao Proifes-Federação, cujo conselho deliberativo recomendou que seus sindicatos filiadas aceitassem a nova oferta. “É insuficiente. Avaliamos que as perdas podem chegar a 5% em alguns níveis da carreira”, disse Jair Batista, professor do Departamento de Sociologia da UFBA e membro do Comando Local de Greve. Apesar de entender que o direcionamento do Proifes-Federação implicará perda da força política do movimento grevista, Jair acredita que as outras universidades ligadas ao Andes-Sindicato Nacional serão tão “contundentes” quanto na UFBA.

Na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o professor aposentado Neri Mauch, membro do comando local de greve, acredita que a paralisação deve continuar no resto do país. “A proposta do governo é absurda. Nossos professores não querem ceder um só milímetro porque nossa proposta é racional”, disse. “Estamos pensando no futuro das universidades e não numa brincadeira como é a oferta do governo”.

Ele ficou surpreendido com a quantidade de professores jovens nas reuniões. “Historicamente, nossas assembleias tinham 50 ou 60 pessoas. Agora, temos mais de 150. Isso é muito bom, tanto para eles como para o movimento”, relata Neri. Somente cinco docentes presentes à assembleia em Pelotas se abstiveram. Não houve votos contrários. A associação dos docentes da UFPel é ligada ao Andes-SN.

ASSEMBLEIAS QUE SE POSICIONARAM SOBRE A NOVA PROPOSTA (até as 18h do dia 26/07)

sonobrrasil

Já na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os professores fizeram uma avaliação contrária à oferta do governo, mas decidirão sobre a saída ou não da greve em nova assembleia nesta sexta-feira, 27.

A FAVOR – Em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira, 86% dos docentes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) decidiram aceitar a proposta do governo e votaram a favor da assinatura de um acordo e pelo fim da greve.

O professor Gil Vicente, presidente da ADUFSCar, disse que o sindicato fará um plebiscito presencial e por meio eletrônico, entre a próxima sexta-feira, 27, e a quarta-feira, 1º de agosto, até as 17h. “A nossa forma de proceder é essa. Fazemos uma assembleia e depois uma grande consulta”, explicou. Na próxima quarta-feira, dia do encontro com o governo, o Proifes-Federação terá um levantamento de todas essas consultas junto aos seus sindicatos filiados.

BRASÍLIA - Na UnB, a assembleia da ADUnB tomará como ponto de partida das discussões um documento que analisa os termos da proposta, que será divulgado ainda nesta sexta. "Os valores foram aumentados, mas as bases conceituais da nossa ideia sobre a estrutura da carreira não foram atendidas", afirma a professora Rachel Nunes, do comando local de greve.
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