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DIA DO PROFESSOR

Simpósio celebra os mestres da UnB

A partir de domingo, 14, encontro da Filosofia reúne docentes, alunos e artistas para quatro dias de mesas-redondas, conferências e oficinas que debatem a importância dos professores na formação individual

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postado em 11/10/2012 21:11 / atualizado em 11/10/2012 21:23

Agência UnB

A segunda-feira, 15, é dia do professor – e este ano os mestres da Universidade de Brasília receberão uma homenagem intensa e multifacetada. Organizado pelo professor do Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília Rogério Basali, o simpósio Aos mestres, com carinho! inclui quatro dias de atividades permeadas por duas ideias: celebrar a UnB na figura de seus mestres e refletir sobre a importância destes na formação individual.

Ao longo dos dias 14, 15, 16 e 17, mesas-redondas, conferências e oficinas – além de uma inusitada palestra dançante – compõem o variado cardápio do simpósio, que é aberto ao público. O encontro equivale também a um curso: os inscritos que participarem de 75% da programação (ou de 30 horas) terão direito a um certificado. Os principais temas em pauta são educação e formação de professores. Haverá também a apresentação de projetos de extensão dos quais os estudantes de graduação da Filosofia da UnB participam. Veja a programação completa aqui.

“O sentido da UnB está em seus mestres – não há universidade sem professores”, diz o paulista Rogério Basili, que foi acolhido pela UnB em 2005 e diz ter pela instituição enorme gratidão.  “Coloco em prática o exercício de criar e de doar, e isso tem a ver com a gratidão que sinto”, diz. “Para mim, o que marca a UnB é sua abertura: tudo o que eu quis fazer aqui, até hoje, me foi permitido – todas as minhas ideias foram viáveis nesta Universidade”, reitera. 

Para o simpósio, professor Rogério reuniu mestres e convidados que são protagonistas da história da UnB ou que refletem as ideias e ideais inerentes ao projeto original da Universidade – “como a integração latinoamericana, o respeito por culturas e saberes populares e a abertura à diversidade”, diz Rogério.

Com um sorriso, o professor se diz gratificado pela realização do simpósio, que resultou de um semestre de intenso trabalho. “Estou muito satisfeito por encontrar apoio e uma acolhida calorosa ao projeto por parte de todos os envolvidos”, completa.

PROGRAMAÇÃO – O encontro será aberto oficialmente na segunda-feira, 15, mas no domingo, 14, integra a programação uma oficina para crianças. Brincando com Nana e Nilo, do professor carioca de Filosofia Renato Noguera (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro/UFRRJ), faz parte de um projeto homônimo que envolve literatura infantil, atividades cooperativas e contato com diferentes culturas. Na ocasião, a partir do projeto, uma professora de educação física e uma pedagoga vão desenvolver, com as crianças, dinâmicas de jogos cooperativos e contação de histórias. A oficina ocorrerá no Módulo de Apoio e Serviços Comunitários (MASC) mais próximo ao Restaurante Universitário (RU), no campus Darcy Ribeiro, às 10h e 16h40. (Saiba mais sobre o projeto aqui.)

O dia 15 começa com a abertura oficial do simpósio, às 9h, no campus da UnB Planaltina, com a presença dos professores Marcelo Bizerril (diretor da UnB Planaltina) e Geraldo Ramiere (da Biblioteca Monteiro Lobato Planaltina) – e do mestre Pau Pereira, professor de Artes Visuais formado pela UnB, mestre de capoeira e coordenador de um grupo homônimo que realiza diversas atividades no DF. Pau Pereira enriquece a abertura também com uma versão inusitada do Hino Nacional no berimbau. 

“Escolhemos a UnB Planaltina porque ela está absolutamente ligada à expansão da Universidade”, diz o professor Rogério.  “Planaltina é a cidade mais histórica da região, tem uma cultura pop muito forte, e a gente sente que ela fica um pouco à margem dos acontecimentos culturais de Brasília”, observa. 

Às 10h, será realizada a mesa-redonda Aos mestres com carinho, com a presença dos professores Leopoldo Thiesen (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais/PUC/MG) – também artista e filósofo – e Rogério Basali; do estudante de Filosofia Marley Medeiros, morador de Planaltina; e do escritor e violeiro Paulo Freire.

À tarde, haverá uma nova edição da oficina Brincando com Nana e Nilo, às 14h; e a conferência Acontecimento e experiência no trabalho filosófico com crianças, do professor argentino Maximiliano Valerio Lopez (Universidade Federal Fluminense/UFF). O dia se encerra com a apresentação O mestre e o violeiro, de Paulo Freire – “com direito à contação de causos”, segundo o professor Rogério.

No dia 16, a programação se inicia às 8h30 com a apresentação, por alunos da graduação da Filosofia da UnB, do Projeto Escola Livre de Filosofia. Coordenado pelo professor Rogério Basali, o projeto vai levar atividades de Filosofia para a comunidade em cidades do DF como Paranoá, Planaltina, Sobradinho e Luziânia.

Às 10h, a mesa Pensar com a África traz os professores Henrique Silva (que integra o Fórum de Juventude Negra); Juliana Bottechia (SEEDF); Wanderson Flor (FIL/UnB) e Renato Noguera. Às 14h, Henrique Silva apresentará o espetáculo musical Troia Negra – seguida, às 16h pela conferência A ausência da filosofia latinoamericana nos curricula brasileiros, do professor da Filosofia da UnB Julio Cabrera. O dia será encerrado com a conferência Afroperspectividade, epistemicídio e pluriversalidade, de Renato Noguera.

O último dia do simpósio – quarta-feira, 17 – começa às 8h30 com a apresentação do Projeto PAIDEIA, da Filosofia da UnB. Às 10h, a mesa-redonda O desafio de formar mestres reúne os professores Erlando Reses (da Faculdade de Educação da UnB), Maximiliano Lopez e Rafael Logomarsino, do Liceo 10 de Montevidéu, no Uruguai. "O professor Rafael vem compartilhar a experiência de formação de professores no Uruguai e de ser professor do Liceu de Montevidéu, dando aulas de Filosofia para jovens", diz professor Rogério, acrescentando que Logomarsino representa para o simpósio a presença "do estrangeiro, do latinoamericano, porque é um hermano”.

Às 15h, será realizada a conferência A UnB e o conceito de universidade, do professor Fausto Castilho, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – pioneiro “que foi convidado por Darcy Ribeiro para criar o Departamento de Filosofia da UnB”, observa o professor Rogério. Durante a conferência, o professor Castilho lançará sua tradução bilíngue de Ser e Tempo, de Heidegger, numa edição da Editora Unicamp/Vozes. O livro estará à venda.

O simpósio Aos mestres, com carinho! será encerrado de forma festiva e inusitada com a palestra dançante Só acredito nos mestres que dançam!, do DJ Lucas Barata – que foi aluno de Fausto Castilho, é formado em Filosofia pela Unicamp e propõe que a música seja usada como referência para a pesquisa em Filosofia. "Se tudo der derto, o simpósio vai acabar em festa", brinca professor Rogério.

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