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Mestres do saber

Fantasias, teatro e até chocolate são instrumentos usados por professores para despertar nas crianças a paixão pela leitura

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postado em 15/10/2012 09:57 / atualizado em 15/10/2012 10:03

O Dia do Professor será comemorado na próxima segunda-feira, 15 de outubro. E nada melhor que homenagear mestres muito especiais! Aqueles que se destacam, que fazem de tudo para o aluno se sentir bem e aprender se divertindo. O Super! encontrou educadores que usam todos os artifícios para atrair as crianças para dentro das páginas dos livros. Conheça agora esses gurus da leitura!

Chocolate literário
Na Escola Classe 2 de Ceilândia, o professor Francisco de Assis, 52 anos, resolveu misturar dois ingredientes muito gostosos: livros e chocolate. Achou estranho? Saiba que é uma delícia! Depois de cada encontro com os livros os alunos bebem chocolate quente e comem bolo de chocolate. E esse encontro é bem mais que se sentar e ler: é montar espetáculos de teatro e dança usando histórias, conversar e entrevistar autores brasilienses, e muito mais. Francisco teve a ideia para solucionar um problema:

— Os meninos e as meninas não liam. Gostavam mais de ver TV, jogar videogame e jogar bola. Então, resolvi associar a leitura com algo que toda criança gosta: chocolate.

A última peça foi sobre o livro O bicho do próprio professor, que traz em versos personagens maus, bons e indecisos. O vampiro e a bruxa, claro, são vilões. A fada é boazinha. Mas a maguá quase ninguém sabe, é uma feiticeira boa e má ao mesmo tempo. As roupas e as maquiagens Francisco providencia. As coreografias e cenas, ele elabora e os alunos realizam.

Reginaldo Júnior, 11 anos, interpreta o Drácula aterrorizando crianças. Victória Ellen Ribeiro, 10, é uma das bruxas. Letícia Alves, 11, deu vida a uma maguá. E a fada foi Lauany Vitória de Lima, 10. Apesar de interpretarem personagens de outro mundo, essa turminha aí tem medo de espíritos... E mais que qualquer coisa, eles são adoradores de Francisco e todos dizem que não há nenhum professor como ele. Para Lauany, ele é criativo e engraçado. Victória entende quando ele dá broncas:

— Às vezes, ele briga, mas eu sei que é para o nosso bem. Ele é um ótimo professor.

Reginaldo concorda:
—Ele é muito bom, meu professor favorito, sempre disposto a ajudar quando preciso.

Contadoras de história

Quem vê a sala de leitura do Centro de Educação Infantil 4 de Taguatinga nem imagina que aquele espaço lilás, bonito, cheio de brinquedos e livros era um barraco mofado, com ratos e baratas (eca!). Os professores e a comunidade tiveram que batalhar muuuuuito cobrando do governo e contribuindo com o que podiam para o lugar ser o que é hoje. A responsável pelas atividades lá é Míriam Rocha, 44 anos. Ela lê e conta histórias para todas as turmas usando tecidos, bonecos, instrumentos musicais, baú de surpresas, fantoches e roupas diferentes, mas sem esquecer que a vedete é a leitura!

Ler o Super! também é atividade regular: toda segunda-feira as turmas aproveitam as reportagens para crianças. Míriam conta com a ajuda de visitantes que frequentemente vêm ao colégio contar histórias: Simone Carneiro, 41 anos, professora da Escola Classe 16 de Taguatinga, e Carleuza Farias, 50, que parou de trabalhar, mas não aguenta ficar longe da escola. Míriam lista o que mudou nos alunos desde que as atividades na sala de leitura começaram:

— Eles estão mais curiosos, falantes, interessados por livros. É gratificante ver a mudança.

Nesse colégio só tem crianças de até 6 anos, que não sabem ler direitinho, mas gostam muito de livros. É o caso de Laura Moura, César Augusto Fernandes, Giovanna Maria Costa e Giuliano César Ferreira, todos de 5 anos. João Gabriel Batista, 5, é fascinado por livros que têm pop-up:

— Adoro livros com figuras que saltam para fora, principalmente animais.

A irmã dele Débora Ferreira, 6 anos, é admiradora da “tia” Míriam:

— A Míriam é engraçada e conta histórias legais. Eu quero muito aprender a ler sozinha por causa dela.


 

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