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Professores do DF descartam possibilidade de nova greve

Docentes se reuniram em assembleia na tarde desta terça-feira (30) para discutir acordo feito com o GDF após paralisação no início do ano

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postado em 30/10/2012 17:53 / atualizado em 30/10/2012 19:30

Mariana Raphael/Esp. CB/D.A Press
Reunidos em assembleia na tarde desta terça-feira (30/10), cerca de 500 professores da rede pública do Distrito Federal decidiram se mobilizar para acompanhar a votação do orçamento do Governo do Distrito Federal para 2013. Eles se encontraram em frente ao Palácio do Buriti. Por enquanto, a possibilidade de greve foi descartada pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF).

De acordo com o sindicato, a intenção do movimento é pressionar a Câmara a aprovar o orçamento com destinação de recursos para reajuste dos professores. Segundo o diretor jurídico do Sinpro-DF, Washington Dourado, após a greve, que durou 52 dias, o GDF propôs a incorporação de 8% à Gratificação por Dedicação Exclusiva (Tidem), parcelado em quatro vezes a partir de setembro do próximo ano. “Se comparado com a inflação, haverá, na verdade, uma redução salarial de 18%”, reclamou.

Ainda de acordo com Dourado, o encontro serviu para “dizer” ao Executivo que a categoria rejeita a proposta. “Vamos começar, a partir de agora, a construir a greve para o início de 2013”, avisou. “Queremos que o GDF cumpra o que foi prometido durante as eleições, que é a revisão do plano de carreira, construindo a isonomia salarial com a média das categorias de nível superior.” Em 12 de dezembro, semana em que o orçamento será votado, os professores voltam a se reunir em assembleia.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Pública, não há nenhuma proposta oficial, no entanto, há discussões constantes sobre a Tidem com a categoria.

Sobre a possibilidade de paralisação, o Sinpro-DF informou que "há uma avaliação de que é preciso esgotar as possibilidades de convencimento dos parlamentares para realocar os recursos". Este ano, os professores ficaram 52 dias em greve para reinvidicar o cumprimento do acordo que negociou a reestruturação do plano de carreira até 2014 e a isonomia salarial da categoria com outras carreiras de nível superior.


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