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Professores mantêm indicativo de greve e aulas do dia 21 estão suspensas

Professores estudam proposta apresentada pelo governo. Decisão deve sair na semana que vem

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postado em 14/03/2013 17:43 / atualizado em 14/03/2013 20:33

Os docentes da rede pública de ensino do Distrito Federal confirmam assembleia geral na próxima quinta-feira (21), com paralisação das atividades para decidir sobre proposta feita pelo GDF na reunião de ontem com o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF). A reunião está marcada para acontecer às 9h30, na praça do Buriti, no Eixo Monumental.

O governo apresentou como sugestão o rompimento da exigência de exclusividade para recebimento da gratificação Tidem (leia mais abaixo, em 'Gratificação'). Além disso, propuseram reajuste de 15,76% nos salários, dividido ao longo de três anos.

O secretário de Administração Pública do Distrito Federal, Wilmar Lacerda, afirma que a negociação do GDF com os professores avançou consideravelmente, mesmo que a categoria tenha mantido o indicativo de greve. Segundo ele, o valor de impacto calculado na primeira proposta apresentada pelo governo, em 26 de fevereiro, era de R$ 610 milhões. Agora, o custo é orçado em R$ 760 milhões. “A proposta também antecipa o primeiro percentual de reajuste para maio deste ano em 5,8%. As próximas modificações ocorrerão nos meses de setembro de 2013 a 2015”, declara Lacerda.

No fim da reunião de ontem, representantes do Sinpro reuniram-se para discutir sobre os reais efeitos do que foi apresentado. Segundo a diretora e membro da comissão de negociação do sindicato, Rosilene Correa, a direção ainda não está satisfeita, mas o sindicato só poderá se pronunciar oficialmente após análise dos técnicos sobre os valores passados pelo GDF.

Problema antigo

Rosilene exemplifica a aplicação da Tidem ao falar da própria remuneração. “Sou professora há 30 anos e recebo R$ 1,9 mil como gratificação. Para quem está no início de carreira, o valor é de R$ 1,15 mil”, explica a diretora. Ela afirma que a oferta de reajuste em três anos não repõe a inflação sofrida nesse período que, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), é de 6,31%. “Exigimos a implantação imediata da gratificação e não em duas etapas como nos foi passado”, contesta Rosilene.

O sindicato dos professores afirma que alguns dos pontos debatidos na reunião de ontem (17) estão na pauta de reivindicação desde o governo anterior. A licença-prêmio (benefício em que o servidor tem direito a afastamento remunerado do trabalho como recompensa por assiduidade) e reparação de erros de pagamento foram cobradas pela categoria. Há também insistência em garantir isonomia com outras carreiras de nível superior.

GRATIFICAÇÃO|
Tidem
A gratificação Tidem foi criada em 1992 e é de exclusividade dos professores que dedicam os serviços unicamente ao magistério e ao local de trabalho em que atuam. Até agora, o benefício não é incorporado ao vencimento dos docentes, ou seja, não soma-se à aposentadoria deles. A proposta do GDF é incluir a Tidem na folha de pagamento dos professores, o que caracteriza um aumento de salário.


 

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