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Correio Braziliense

Professora é espancada dentro de casa no Guará; polícia investiga o caso

Angélica Machado acusa o pai da ex-namorada do filho, de 21 anos, de agredi-la com socos e pontapés

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postado em 28/03/2013 11:05

 

Violência teria ocorrido na noite do dia 17 deste mês, na QE 34 do Guará (Arquivo Pessoal)
 
Violência teria ocorrido na noite do dia 17 deste mês, na QE 34 do Guará
Uma professora acusa o pai da ex-namorada do filho dela, 21 anos, além da mulher e uma filha de agredi-la com socos e chutes, além de xingamentos. A violência teria sido praticada na noite do dia 17 deste mês, na QE 34 do Guará. Angélica Machado de Mendonça Cavalcante, 40 anos, afirma ter desmaiado após o primeiro golpe. Mesmo caída, ela conta que o suposto agressor continuou a chutá-la. O motivo seria um relacionamento entre o filho da vítima e a do acusado, que não aceitava o romance. O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Polícia (Guará) e Angélica pretende entrar com um processo na Justiça ainda esta semana. Segundo Angélica, o homem identificado como Ednaldo Brito a chamou pelo interfone da casa dela para entregar os pertences do ex-namorado. "Quando abri o portão, ele me deu um soco e começou a me chutar. Vivi uma coisa que nunca imaginei passar", disse. Angélica disse que o filho começou a namorar a menina no ano passado, mas o pai ligava ameaçando, dizendo que era para ele se afastar da jovem. "Como se eu tivesse algum controle dos dois. Eles trocavam cartinhas e a menina dizia que não ia desistir do meu filho. Tentava orientá-los, mas como vou impedir?", criticou. Leia mais notícias em Cidades Angélica disse ter aberto o portão de casa para Ednaldo por acreditar que ele queria conversar sobre o assunto. "Eu não sou louca de deixar quatro pessoas exaltadas entrarem na minha casa. Ele parecia tranquilo, mas na verdade foi lá só para me bater e xingar. Abri o portão na inocência", relatou. Além de Ednaldo, Angélica também afirma que foi chutada pela mulher dele, Valdimeire, e a filha, que, segundo Angélica, se chama Juliana e tem cerca de 25 anos. "Me chamaram de vagabunda, puta, prostituta. Foi terrível", relatou. Para a professora, a atitude foi covarde. "Eu to de um jeito que não sei dizer o que sinto. Esse negócio de bater em mulher é coisa do passado. Lascam a mão na gente como se fossemos qualquer coisa. Eu nunca tinha levado um soco na cara. Foi a pior coisa que eu já vivi e esse crime não pode ficar impune", desabafou. A vítima ainda disse ter sido ameaçada pelo agressor. "O que ele me falou: já tenho passagem pela polícia. Não tenho medo e a senhora só tem a perder", revelou. "Isso é muito sério", avaliou. A Divisão de Comunicação Social informou que a 4ª Delegacia de Polícia (Guará) instaurou inquérito para apurar o crime. Segundo Angélica, no dia da agressão, policias fizeram diligências na casa dos acusados, mas ninguém foi encontrado no local. A reportagem tentou contato com Ednaldo em dois números de celular e um telefone fixo informados no boletim de ocorrência, porém os telefones estavam desligados.