SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Professores estaduais encerram greve e provocam tumulto na Avenida Paulista

Durante assembleia, a decisão de suspender a paralisação, que já durava 18 dias, provocou tensão entre docentes

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 10/05/2013 21:33 / atualizado em 14/05/2013 19:39

Assembleia na Avenida Paulista acabou em confronto entre PM’s e manifestantes na tarde desta sexta-feira (10/5), quando professores decidiram suspender greve, iniciada em 19 de abril. Segundo Maria Izabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), não havia mais motivos para manter a paralisação, pois o governo atendeu alguns dos pontos pautados pela categoria.

Após o anúncio do fim da greve, vários docentes rebelaram-se e atiraram objetos no carro de som, onde estava a diretoria do sindicato. Papéis também foram queimados e o trânsito foi fechado na via. O transporte que levava a diretoria só conseguiu sair do local quando foi escoltado pela polícia. Izabel atribuiu ao membros do PSTU e PCO a culpa de toda a algazarra. “Eles sempre fazem isso e ainda usam da estrutura do sindicato. Trouxeram alunos e pessoas aleatórias para votar. É um comportamento lamentável”, desabafa.

As reivindicações atendidas até agora tratam de concursos públicos para contratação de professores efetivos, privatização do Instituto Médico do Servidor do Estado de São Paulo e diminuição do tempo que professores temporários devem passar longe do cargo após término do contrato, que caiu de 200 dias para 40. A presidente do sindicato afirmou que a questão do reajuste salarial será discutido apenas no segundo semestre deste ano. A categoria reivindica 36,74% para ajuste de perdas acumuladas em anos anteriores, quando aumentos proporcionais não foram efetuados. Em nota, o PSTU disse que luta pelos mesmos direitos, especialmente melhores condições de trabalho e salários.
Tags:

publicidade

publicidade